Obama ordena compra de prisão para receber detidos em Guantánamo

O presidente americano, Barack Obama, ordenou nesta terça-feira que o governo dos Estados Unidos compre a prisão de Thompson, no Estado de Illinois, para receber prisioneiros do centro de detenção de Guantánamo, segundo informou um comunicado do governo do país nesta terça-feira. O presidente ordenou, com nosso apoio unânime, que o governo federal adquira o imóvel em Thompson, disse o documento assinado pela secretária de Estado, Hillary Clinton, e pelo secretário de Defesa, Robert Gates.

BBC Brasil |

"O presidente não tem nenhuma intenção de libertar qualquer detento nos Estados Unidos. Thompson será mais segura do que um presídio de segurança máxima", prossegue o comunicado.

Não foi revelado oficialmente quantos prisioneiros vão ser transferidos, mas, de acordo com o correspondente da BBC em Washington Adam Brookes, até cem dos 210 detentos na prisão em Cuba devem ser levados para o local.

Outra carta, enviada ao Congresso pelo secretário de Justiça americano, Eric Holder, e pela secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, afirma que os detentos vão ser tratados como se estivessem na fronteira tentando entrar nos Estados Unidos, mas sem conseguir, segundo a agência de notícias Associated Press.

Alternativa
Apenas dois dias depois de tomar posse, em janeiro, Obama prometeu fechar a prisão de Guantánamo dentro de um ano, mas no mês passado ele anunciou que o prazo seria ampliado.

O governo ainda não decidiu o que vai fazer com todos os cerca de 215 prisioneiros que permanecem detidos em Guantánamo, que fica na Ilha de Cuba.

A penitenciária de Thomson, a cerca de 240 km de Chicago, está praticamente vazia e foi oferecida como alternativa pelo senador de Illinois Richard Durbin.

A prisão, construída em 2001 tem capacidade para 1,6 mil detentos, mas por conta de restrições orçamentárias, só abriga 200.

Os prisioneiros federais ficarão detidos nas instalações, além dos ex-prisioneiros de Guantánamo, disseram as autoridades.

Entre os prisioneiros que permanecem em Guantánamo, a expectativa é de que parte deles seja enviada a outros países, enquanto outros poderão ser julgados em tribunais americanos.

Mas a questão do que fazer com os prisioneiros considerados perigosos, mas que por razões legais não poderiam ser processados e condenados em cortes americanas, permanece sem solução.

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