Obama obtém salvaguardas nucleares, pressiona Irã

Por Matt Spetalnick e Emmanuel Jarry WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, obteve na terça-feira uma promessa dos líderes mundiais de agirem de comum acordo para evitar o terrorismo nuclear, ao mesmo tempo em que pressionou por um apoio maior a fim de intensificar as sanções contra o Irã.

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Um comunicado a ser divulgado no final da cúpula de 47 nações promete maiores esforços para bloquear "atores não-estatais", como a Al Qaeda, de obterem o material necessário para armas nucleares com "propósitos maliciosos".

A conferência sem precedentes aconteceu tendo como pano de fundo uma pressão crescente dos EUA para isolar o Irã por causa do programa nuclear do país. A chanceler alemã, Angela Merkel, soou uma nota otimista em fazer China e Rússia apoiarem uma nova resolução da ONU com sanções.

Discursando na sessão de abertura da cúpula, Obama advertiu que, se a Al Qaeda conseguir material nuclear suficiente para uma bomba atômica, seria uma "catástrofe para o mundo".

"Duas décadas depois do fim da Guerra Fria, enfrentamos uma cruel ironia da história - o risco de confronto nuclear entre nações diminuiu, mas o risco de um ataque nuclear aumentou", afirmou Obama.

"Assim, hoje é uma oportunidade não apenas para falar, mas para agir. Não apenas fazer promessas, mas fazer um progresso real para a segurança de nosso povo", disse ele aos líderes de Estado e governo reunidos.

O comunicado final, cuja cópia foi obtida pela Reuters, pede por novos controles sobre o plutônio e o urânio altamente enriquecido e o plutônio separado, componentes chave de armas nucleares, e pelo combate ao tráfico nuclear.

Em um aceno a alguns países em desenvolvimento que buscam lançar programas nucleares civis, porém, a cúpula concordou que as medidas de segurança "não infringirão os direitos dos Estados de desenvolverem e utilizarem a energia nuclear para finalidades pacíficas".

As autoridades norte-americanas buscaram centrar o foco da cúpula na segurança nuclear e evitar confrontos entre grupos rivais, indo das potências nucleares como Rússia e Grã-Bretanha aos inimigos com armas atômicas Índia e Paquistão.

Nos bastidores da reunião de dois dias, entretanto, Obama e seus assessores conduziram uma campanha intensiva para aumentar a pressão internacional contra o Irã.

(Reportagem adicional de Andrew Quinn, Paul Eckert, Dan Williams, Patricia Zengerle, Jeff Mason, Ross Colvin, Andreas Rinke, Phil Stewart, Lou Charbonneau, Alister Bull em Washington)

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