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Obama nomeia intrusos para comandar inteligência

Por Randall Mikkelsen WASHINGTON (Reuters) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, nomeou dois estranhos ao meio da inteligência como os principais chefes da área. Eles têm o objetivo de desempenhar papel primordial em restaurar o que Obama chamou de imagem manchada dos EUA fora do país.

Reuters |

Obama escolheu Leon Panetta, ex-chefe de gabinete da Casa Branca no governo de Bill Clinton, como diretor da CIA (Agência Central de Inteligência), e o almirante aposentado Dennis Blair para supervisionar as 16 agências de espionagem dos EUA, como diretor nacional de inteligência.

Panetta e Blair não vieram das estruturas das agências de inteligência, e suas indicações refletem a determinação de Obama em restaurar a reputação norte-americana, danificada pelas acusações de tortura a suspeitos terroristas e grampos telefônicos de ligações de norte-americanos para o exterior.

"Sob a minha administração, os Estados Unidos não torturam. Vamos executar as convenções de Genebra. Vamos sustentar os nossos maiores ideais", disse o presidente eleito.

Obama assegurou que a inteligência norte-americana é precisa e não manchada pela política, depois de agências de inteligência terem falhado em impedir os ataques de 11 de setembro de 2001 e concluído erroneamente que o Iraque possuía armas de destruição em massa.

O presidente eleito completou a equipe com atuais e ex-profissionais de inteligência. Ele ressaltou a necessidade de defender o país contra o terrorismo e outras ameaças. "Não há margem para erro", afirmou.

As nomeações de Panetta, de 70 anos, e Blair, de 61, causaram críticas, mas houve poucos sinais de que eles possam sofrer ameaças a suas nomeações. O Senado deve confirmar os nomes.

Defensores dos direitos humanos disseram que Blair era, como comandante das Forças Armadas no Pacífico, muito próximo dos militares indonésios quando o país era acusado de opressão ao Timor Leste. O Projeto de Supervisão Governamental, entidade que fiscaliza políticas de governos, o acusou de conflitos de interesse financeiros.

Peter Hoekstra, o líder republicano no comitê de inteligência da Casa dos Representantes, afirmou que a indicação de Blair aumentou as preocupações sobre o que chamou de "crescente controle" militar sobre a inteligência dos EUA.

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