Obama nomeia juíza hispânica para Suprema Corte

Washington, 26 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, designou hoje para a Suprema Corte a juíza de Nova York Sonia Sotomayor, que se tornará, caso confirmada pelo Senado, a primeira magistrada hispânica do principal tribunal americano.

EFE |

Sotomayor, que conta com um excelente currículo, é desde 1998 juíza federal do Tribunal de Apelações do Segundo Distrito dos EUA.

O presidente destacou que Sotomayor esteve "em todos os degraus da hierarquia judicial", e reiterou que ela será a que mais experiência terá como juíza de sala no Supremo.

"É uma mulher inspiradora, e distribuirá uma grande justiça", disse o presidente sobre a juíza, que passará a fazer parte do alto tribunal em outubro, quando o Supremo iniciar sessões de 2009 e uma vez que David Souter deixe o cargo.

Criada em casas populares do Bronx, Sonia Sotomayor conseguiu estudar através de bolsas de estudos, e se graduou na Universidade Princeton em 1976, onde ganhou o Prêmio Pyne, o maior dado a estudantes dessa instituição.

Sotomayor, que acompanhou o presidente no anúncio da nomeação, agradeceu a Obama e disse ter tido "a maior honra de sua vida".

Ao longo da carreira, Sotomayor trabalhou como assistente na Promotoria do Distrito Sul de Nova York e como advogada em escritórios particulares da cidade.

Em 1991, o então presidente George H.W. Bush a indicou para o Tribunal de Distrito do Sul de Nova York, onde, após sua confirmação em agosto de 1992 no Senado, se tornou a juíza mais jovem e a primeira hispânica em todo o Estado de Nova York.

Em 1997, o presidente Bill Clinton a designou para o Tribunal de Apelações do Segundo Distrito Federal e o Comitê Judicial do Senado aprovou a candidatura por unanimidade.

Com sua chegada, serão duas as mulheres na mais alta instância de Justiça dos EUA. Até o momento, o Supremo teve apenas duas juízas, Sandra O'Connor, já aposentada, e Ruth Bader Ginsburg, ainda em atividade.

O Supremo dos EUA tem nove juízes que exercem seu posto com caráter vitalício, mas que precisam de confirmação do Senado.

No caso de Sotomayor, levando em conta a grande maioria dos democratas no Senado, não se espera problemas para sua aprovação.

EFE pgp/rr

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