Obama negocia com líderes do Congresso pacote de estímulo econômico

Washington, 5 jan (EFE).- O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, iniciou hoje os contatos diretos com os líderes do Congresso para impulsionar seu programa de estímulo, que, em sua opinião, é necessário para enfrentar um desafio econômico extraordinário como o atual.

EFE |

O pacote poderia chegar ao montante de US$ 775 bilhões em dois anos e, aparentemente, conterá cortes de impostos no valor de US$ 300 bilhões.

Obama ainda não revelou oficialmente os detalhes da proposta, que está sendo finalizada com sua equipe de transição.

"Temos à nossa frente um desafio econômico extraordinário.

Esperamos um relatório de emprego assustador no final desta semana", disse hoje o presidente eleito ao chegar ao Capitólio.

O Departamento de Trabalho americano divulgará na sexta-feira os números de desemprego de dezembro e os analistas acham que mostrarão uma piora das condições econômicas.

O presidente eleito, que se mudou neste domingo a Washington de forma definitiva, dedicará seu primeiro dia de trabalho na capital exclusivamente ao pacote de estímulo.

"A razão pela qual estamos aqui hoje é porque os problemas das pessoas não podem esperar", afirmou Obama, antes de se reunir com a presidente da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi.

"A presidente (Pelosi) e seu pessoal ofereceram uma ajuda extraordinária ao trabalhar com nossa equipe para elaborar o plano de recuperação econômica e começar a dar trabalho novamente às pessoas", acrescentou Obama, que também se encontrará com o líder dos democratas no Senado, Harry Reid.

À tarde, o presidente eleito apresentará seu plano aos republicanos, representados por seus líderes no Senado, Mitch McConnell, e na Câmara Baixa, John Boehner, que estarão acompanhados de seus principais assessores.

Também deve estar presente no encontro o vice-presidente eleito, Joe Biden, além de Reid, Pelosi e outros líderes democratas.

Obama se reunirá ainda com seus assessores econômicos, entre eles Timothy Geithner, a quem escolheu como secretário do Tesouro, e Larry Summers, seu candidato a diretor do Conselho Econômico Nacional. EFE cma/db

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