Obama nega ter oferecido acordo sobre mísseis à Rússia

Por Ross Colvin e Caren Bohan WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, negou na terça-feira que tenha oferecido um acordo à Rússia para reduzir a implantação de um escudo antimísseis na Europa em troca de ajuda de Moscou no impasse nuclear com o Irã.

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O jornal The New York Times disse que Obama enviou no mês passado uma carta ao presidente russo, Dmitry Medvedev, sugerindo que iria rever a implantação do sistema antimísseis desde que a Rússia conseguisse convencer o Irã a parar de desenvolver armas de longo alcance.

"A reportagem que estava no The New York Times não caracterizava acuradamente a carta", disse Obama após reunião na Casa Branca com o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.

"O que eu disse na carta é o que eu tenho dito publicamente, que é que a defesa antimísseis que falamos em instalar está dirigida não para a Rússia, mas para o Irã", disse ele.

"E o que eu disse...foi que, obviamente, na medida em que estamos reduzindo o compromisso do Irã com armas nucleares, então isso reduz a pressão por, ou a necessidade de um sistema de defesa antimísseis."

Medvedev sinalizou na terça-feira a disposição em conversar com Washington sobre o escudo antimísseis, mas declarou que o programa nuclear do Irã, no qual há envolvimento russo, é uma questão à parte.

Os Estados Unidos e alguns países europeus temem que o Irã esteja desenvolvendo armas nucleares. Teerã diz que seu programa nuclear se destina exclusivamente à geração de eletricidade com fins civis. A Rússia planeja inaugurar neste ano um reator nuclear na usina iraniana de Bushehr.

Obama acena com incentivos econômicos para que o Irã abandone seu programa nuclear, mas também alerta para sanções econômicas mais rígidas caso o mantenha.

Moscou, que resiste a sanções mais duras da ONU contra o Irã por causa do programa nuclear, vê com preocupação a instalação de um escudo antimísseis no Leste Europeu, sua tradicional esfera de influência, embora os EUA garantam que o sistema se destina à defesa contra Estados como Irã e Coreia do Norte.

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