Obama não filtra doações ilegais, diz Partido Republicano

WASHINGTON (Reuters) - O Partido Republicano disse no domingo que o candidato presidencial democrata Barack Obama não tem feito o suficiente para filtrar as contribuições ilegais à sua campanha e pediu às autoridades eleitorais dos EUA que analisem a questão. Citando relatos da mídia, o Comitê Nacional Republicano (CNR) disse que Obama aceitou contribuições de estrangeiros e recebeu mais que o teto máximo de 2.300 dólares de doadores individuais que dividiram suas doações em parcelas menores.

Reuters |

Autoridades do partido disseram que a campanha de Obama não tem feito o suficiente para identificar e eliminar essas doações ilegais. Obama enfrenta o republicano John McCain na eleição de 4 de novembro.

"A impressão que tem o CNR é que a campanha de Obama sabia que essas contribuições eram excessivas, mas, aparentemente, não tomou medidas a respeito", disse o conselheiro-chefe do CNR, Sean Cairncross, em teleconferência.

O CNR disse que vai pedir à Comissão Eleitoral Federal um exame minucioso das contas de Obama para determinar a extensão do problema.

Se for considerada culpada de violações, a campanha de Obama será multada. Mas é provável que qualquer decisão a esse respeito seja tomada após as eleições.

Não houve resposta imediata por parte da campanha de Obama.

Obama optou por não fazer uso do sistema de financiamento público das eleições, de modo que seus totais arrecadados abrangem as primárias e a eleição geral. Mais de metade dos 454 milhões de dólares levantados para sua campanha vieram de doações pequenas de 200 dólares ou menos cada.

Contrastando com isso, um terço dos 230 milhões de dólares levantados por McCain na campanha das primárias é fruto de doações pequenas. Na campanha da eleição geral, McCain está fazendo uso de verba pública, de modo que é limitado a 84 milhões de dólares.

As campanhas não são obrigadas a relatar as doações pequenas, e, segundo a revista Newsweek, alguns doadores parecem ter ultrapassado o limite legal individual.

Dois doadores aparentemente fictícios que usaram os nomes "Doodad Pro" e "Good Will" (Boa vontade) doaram mais de 11 mil dólares em parcelas de 10 e 25 dólares, segundo a revista.

Outros relatos da mídia sugerem que aproximadamente 11.500 doadores que doaram um total de 34 milhões de dólares à campanha do senador democrata podem ser cidadãos de outros países, que, pela lei, não podem contribuir para eleições americanas, disse o CNR.

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