Obama não descarta qualquer opção contra Irã

O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quarta-feira que não descarta qualquer opção para evitar que o Irã obtenha armas nucleares, durante o segundo debate com o republicano John McCain, realizado na noite desta terça-feira, em Nashville.

AFP |

"Jamais deixarei a opção militar fora da mesa, e é importante não permitir o veto das Nações Unidas ou de qualquer outro" caso isto interfira nos interesses nacionais dos Estados Unidos.

Momentos antes, McCain havia acusado Obama de "querer sentar" na mesa de negociações com os iranianos "sem condições prévias".

"Acredito em manter discussões diretas, e não apenas com nossos amigos, mas também com nossos inimigos, para enviar uma mensagem dura, direta", ao regime de Teerã, disse Obama.

Em outro momento do debate, Obama defendeu uma ação mais direta, ao afirmar que atacaria o Paquistão para liqüidar o líder da rede terrorista Al-Qaeda: "Se tivermos Osama bin Laden em nossa mira e o governo paquistanês for incapaz ou não estiver atento, penso que deveremos agir para eliminá-lo".

"Nós vamos matar Bin Laden. Nós vamos esmagar a Al-Qaeda, a segurança nacional será nossa maior prioridade", prometeu o senador democrata.

Diante da ameaça de Obama ao Paquistão, um aliado dos Estados Unidos, o senador McCain disse que "não se anuncia" algo como isto.

Lembrando o presidente americano Theodore Roosevelt, que citou como seu maior ídolo, McCain disse que um comandante-em-chefe deve "andar calmamente, falar com tranqüilidade, e carregar um grande cacete".

McCain destacou que é preciso "coordenar esforços" em torno da campanha militar no Afeganistão contra a Al-Qaeda e os talibãs, e que ninguém consegue isto ameaçando seus aliados.

afp/LR

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