Obama não descarta punições por interrogatórios violentos

Por Caren Bohan WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, deixou em aberto na terça-feira a possibilidade de punir alguns funcionários que tenham estabelecido os fundamentos para interrogatórios violentos contra suspeitos de terrorismo durante o governo de George W. Bush.

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Obama já disse que seu governo não pretende punir agentes da CIA que tenham cumprido de boa fé as ordens emitidas após os atentados de 11 de setembro de 2001, mas, falando a jornalistas nesta terça, não descartou acusações contra as pessoas que escreveram pareceres que justificaram tais métodos.

"A respeito daqueles que formularam essas decisões legais, eu diria que será mais uma decisão do secretário de Justiça dentro dos parâmetros de várias leis, e não quero prejulgar isso", afirmou Obama após encontro com o rei Abdullah, da Jordânia. "Acho que haverá questões muito complicadas envolvidas aqui", acrescentou.

Na semana passada, Obama divulgou documentos sigilosos detalhando as técnicas violentas de interrogatório, o que provocou um intenso debate nos Estados Unidos sobre se deveria haver um processo contra os responsáveis.

Vários parlamentares democratas defendem investigações a respeito do programa e afirmam que poderia haver processos baseados nas leis antitortura. Militantes dos direitos humanos consideram que tais processos seriam importantes para evitar futuras repetições dos abusos.

O governo Obama, no entanto, promete proteger funcionários da CIA de "qualquer tribunal internacional ou estrangeiro", num recado à Espanha, onde um juiz ameaçou investigar atos cometidos por funcionários públicos durante o governo Bush.

(Reportagem de Caren Bohan; Edição de David Storey)

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