Obama mantém promessa de baixar os impostos de 95% dos americanos

O candidato democrata à Casa Branca Barack Obama manteve nesta quarta-feira a promessa de abaixar os impostos de 95% dos americanos, durante um evento em Dunedin, na região de Tampa (Flórida, sudeste dos EUA).

AFP |

"Abaixarei os impostos de 95% de todas as famílias de trabalhadores", declarou Obama diante de cerca de 11.000 pessoas reunidas em um estádio.

"Meu adversário não quer que vocês saibam disso, mas com meu programa, os impostos ficarão mais baixos do que eram durante o mandato de Ronald Reagan", insistiu. "Se vocês ganham menos de 250.000 dólares por ano, seus impostos não serão aumentados em um centavo sequer", prometeu.

A equipe de campanha do candidato republicano John McCain afirmou em vários clipes eleitorais divulgados em estados importantes como a Flórida que os impostos aumentarão se Obama for eleito à presidência.

"Na verdade, a classe média terá três vezes mais reduções de impostos com meu plano do que com o projeto do senador McCain", destacou Obama, frisando que em uma economia que está passando pela "pior crise financeira desde a Grande Depressão", "a última coisa a se fazer seria aumentar os impostos da classe média".

De acordo com especialistas independentes, o programa fiscal de McCain beneficiaria principalmente aos americanos mais ricos, sobretudo aos que ganham mais de 250.000 dólares por ano.

"Em muitas cidades dos Estados Unidos, o sonho que tantas gerações construíram está desabando", lamentou o senador de Illinois, durante um discurso dedicado exclusivamente às questões econômicas.

Obama não mencionou uma única vez questões de política externa. O senador está na Flórida desde terça-feira e até quinta-feira para preparar seu primeiro debate televisivo contra John McCain, previsto para a noite de sexta-feira. Este primeiro debate de uma série de três será essencialmente dedicado a assuntos internacionais.

A Flórida é um dos estados mais importantes na corrida à Casa Branca. Segundo recentes pesquisas, McCain leva vantagem sobre Obama neste estado, mas a crise financeira atual pode reverter esta situação.

A eleição presidencial americana está marcada para o dia 4 de novembro.

aje/yw

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