Obama manifestou 'preocupação sincera' com Tibete, diz dalai lama

Encontro aconteceu na Casa Branca apesar de protesto formal do governo chinês

AFP |

O presidente americano Barack Obama se reúniu neste sábado na Casa Branca com o Dalai Lama, apesar dos protestos da China. De acordo com uma delegação tibetana, a reunião começou por volta das 11h30 (12h30 de Brasília). Obama manifestou uma "preocupação sincera" em relação aos Direitos Humanos no Tibete, disse o Dalai Lama após o encontro entre os dois prêmios Nobel da Paz.

Barack Obama é "o presidente da maior democracia. Ele manifestou naturalmente procupação em relação aos valores humanos elementares, dos Direitos Humanos e da liberdade religiosa", declarou o líder espiritual dos tibetanos a um jornalista da AFP.

AP
Dalai lama esteve com o presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, John Boehner, na quinta-feira, em Washington (7/7)
"Este encontro mostra o forte apoio do presidente em favor da preservação religiosa, cultural e linguística única no Tibete e da proteção dos Direitos Humanos dos tibetanos", indicou um comunicado da Casa Branca.

A Casa Branca anunciou a reunião na noite de sexta-feira depois de um longo silêncio sobre um possível encontro entre Obama e o líder tibetano, que realiza uma visita a Washington desde o início de julho para celebrar um rito budista.

"O presidente vai reiterar seu apoio perdurável ao diálogo entre os representantes do Dalai Lama e o governo chinês para que resolvam suas divergências", acrescentou a Presidência americana, indicando que o encontro seria realizado a portas fechadas.

O anúncio motivou um protesto formal de Pequim, que neste sábado pediu que Washington "revogue imediatamente sua decisão" e "honre seu sério compromisso que reconheça o Tibete como parte da China".

"Rejeitamos com firmeza que qualquer político estrangeiro se reúna com o Dalai Lama, em qualquer forma que seja", destaca o comunicado, que adverte à administração americana para toda ação passível de "prejudicar as relações sino-americanas".

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