Obama limitará salários de executivos a US$ 500 mil ao ano

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciará nesta quarta-feira que seu governo imporá limites salariais aos diretores das empresas que recebam ajudas estatais, informa a imprensa local.

Redação com agências internacionais |

Citando como fonte "pessoas que conhecem os planos do governo", vários jornais americanos asseguram que os diretores terão que se conformar com salários de US$ 500 mil ao ano, apenas 25% maior que o do presidente dos EUA, que é de US$ 400 mil.

Caso se beneficiem das ajudas do Estado na próxima fase do resgate econômico, esses executivos também não poderão contar com bônus salariais, mas terão acesso aos ganhos que lhes correspondam como titulares de ações de suas próprias empresas.

O próprio presidente Obama, acompanhado de seu secretário do Tesouro, Timothy Geithner, deve anunciar essas e outras medidas hoje na Casa Branca, segundo anuncia a imprensa.

Erros nas indicações

O presidente americano Barack Obama disse que "pisou na bola" ao comentar o modo como lidou com a controvérsia que levou dois políticos a declinar postos em seu governo.

Em apenas um dia, Obama teve de abrir mão de dois nomes indicados para o alto escalão da nova administração americana pelo mesmo motivo: o não pagamento de impostos.

Na terça-feira, o ex-senador Tom Daschle desistiu de ser o novo secretário de Saúde americano, dias após de ter vindo à tona o fato de que ele deixara de pagar US$ 140 mil em impostos atrasados e juros.

Horas antes da desistência de Daschle, Nancy Killefer, que iria ser a supervisora do setor da presidência responsável pela fiscalização de gastos públicos, também abriu mão do posto devido a impostos que deixou de quitar.

Em uma série de entrevistas à TV, Obama disse que sentia pelo modo com tinha lidado com o caso.

"Tenho que assumir meu erro já que, em última instância, é importante para esta administração enviar uma mensagem de que não há dois conjuntos de regras", disse ele à NBC News. "Você sabe, um para as pessoas proeminentes e outro para as pessoas comuns, que têm que pagar seus impostos."

"Acho que pisei na bola", disse Obama à CNN, "e assumo a responsabilidade por isso. Agora vamos consertar o problema e garantir que ele não ocorra de novo".

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