Obama lidera homenagens às vítimas dos atentados nos EUA

Macarena Vidal. Washington, 11 set (EFE).- O presidente de EUA, Barack Obama, disse hoje que seu Governo nunca hesitará em perseguir a Al Qaeda e seus aliados extremistas, em cerimônia no Pentágono para lembrar os atentados de 11 de Setembro.

EFE |

"Vamos renovar nosso compromisso contra aqueles que perpetraram este ato bárbaro e que seguem tramando contra nós", afirmou Obama.

Acompanhado pela mulher Michelle, Obama conclamou ao povo que participe do "dia nacional de serviço e lembrança".

"Não a capacidade humana para o mal, mas a capacidade humana para o bem. Não ao impulso para destruir, mas ao impulso para salvar, servir e construir", pediu o presidente, conclamando os cidadãos à mobilização, com o intuito de fortalecer o país e melhorar o mundo.

Na cerimônia, o chefe da Casa Branca e sua mulher, na presença de cerca de 500 pessoas, depositaram em meio a um profundo silêncio uma coroa de flores aos 184 mortos do ataque ao Pentágono, naquele 11 de setembro de 2001.

Logo em seguida, o casal, acompanhado do secretário de Defesa, Robert Gates, reuniu-se com familiares das vítimas.

Obama deu início às celebrações em que morreram quase três mil pessoas com um minuto de silêncio nos jardins da Casa Branca às 8h46 (9h46, no horário em Brasília), momento exato no qual o primeiro avião sequestrado pelos terroristas da Al Qaeda colidiu contra uma das Torres Gêmeas em Nova York, em 11 de Setembro de 2001.

Aproximadamente 150 funcionários da Casa Branca acompanharam o presidente e a sua mulher nessa homenagem, com a mão sobre o coração, enquanto uma banda da Infantaria de Marines interpretava o toque de silêncio com a bandeira americana a meio mastro.

Enquanto o presidente retornava ao Pentágono, o vice-presidente, Joseph Biden, e sua mulher, Jill, participavam em Nova York na cerimônia oficial no "Marco Zero".

Biden também colocou uma coroa de flores no monumento de homenagem às vítimas no solar que ocuparam as Torres Gêmeas e foi um dos leitores dos nomes dos mortos, uma parte da cerimônia que se transformou em um ritual anual.

Em mensagem publicada na primeira página do jornal nova-iorquino "Daily News", Obama ressaltou: "todos somos nova-iorquinos e sempre levaremos os atentados cravados na consciência do país".

O retorno de Obama à Casa Branca desde o Pentágono não ficou livre de incidentes.

A aproximação de uma barcaça da Guarda Litorânea que fazia um exercício pelo rio Potomac foi encarada como uma atitude suspeita, disseminando apreensão.

Meios de comunicação, como a rede de TV "CNN" retransmitiram durante alguns minutos imagens da barcaça suspeita, cercada por unidades da Guarda Litorânea, que segundo disseram, teriam realizado vários disparos.

Diante do alarme causado pelo exercício, as autoridades federais apressaram-se em esclarecer que tudo não passou de um exercício militar e que não ocorreram disparos. EFE mv/dm

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG