Obama lembra figura de Lincoln para pedir união durante crise

Macarena Vidal. Washington, 12 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lembrou a figura de Lincoln, cujo nascimento completa hoje 200 anos, para pedir aos americanos união em um momento de crise.

EFE |

Obama, que buscou inspiração em Lincoln ao longo de sua campanha eleitoral e em seus primeiros dias de mandato, participou hoje de um ato no Capitólio em homenagem ao presidente responsável por abolir a escravidão e que muitos americanos consideram o melhor da história do país.

Como em outras ocasiões, Obama traçou um paralelo entre os momentos de crise que Lincoln enfrentou em seu mandato durante a Guerra de Secessão e a situação atual, em que os EUA vivem sua pior crise econômica desde a Grande Depressão de 1929.

O presidente afirmou que os americanos estão hoje "muito menos divididos que na época de Lincoln", que governou o país entre 1861 e 1865, e acrescentou que atualmente os EUA discutem "os assuntos críticos de nossa época com energia".

Obama aludiu ao debate em torno do projeto de estímulo econômico pendente de aprovação no Congresso e às críticas geradas pelo plano de resgate financeiro que nesta terça-feira foi anunciado pelo secretário do Tesouro, Tim Geithner.

"Temos de lembrar que estamos todos sob a mesma bandeira, como representantes do mesmo povo, e fazemos parte de um futuro comum", declarou.

"Este é o melhor tributo que podemos render, e o monumento mais permanente que podemos erguer a esse homem tão notável, Abraham Lincoln", acrescentou.

"Lincoln nunca se esqueceu, nem sequer durante a Guerra de Secessão, que, apesar de todas as divisões, seu povo forma uma só nação, um povo que compartilha um vínculo como americanos que não se pode romper", disse.

Obama também lembrou como Lincoln agiu depois de assegurada a vitória das tropas federais na Guerra, insistindo em que os soldados confederados não deveriam ser punidos.

"Era a única maneira, como Lincoln sabia, de reparar as divisões que tinham separado o país. Era a única maneira de começar a curar este país", explicou.

Obama também prestou uma homenagem pessoal ao homem que foi seu modelo na Casa Branca.

Afirmou que mantém "uma gratidão especial" ao governante que aboliu a escravidão e que "de muitas maneiras" tornou possível que ele mesmo, o primeiro presidente negro dos EUA, chegasse à Casa Branca.

Como Lincoln, Obama começou sua carreira política na legislatura estatal de Illinois, e seguiu para o Capitólio antes de saltar à Casa Branca.

Obama, que na noite passada foi ao teatro Ford de Washington, recentemente restaurado e onde John Wilkes Booth matou Lincoln em 1865, deve viajar ainda hoje para Illinois, onde participará de um jantar de comemoração ao aniversário de 200 anos do ex-governante.

O bicentenário do nascimento de Lincoln gerou uma onda de eventos e homenagens nos EUA.

Em Washington, a Biblioteca do Congresso inaugurou uma exposição de objetos que pertenceram a Lincoln. Em Nova York, a casa Christie's deve leiloar o manuscrito do discurso de reeleição do 16º presidente americano, que pode chegar a US$ 4 milhões.

Já o Serviço Postal americano lançou quatro selos em homenagem ao presidente, cujo aniversário gerou uma onda de lançamentos de livros sobre seu Governo. EFE mv/mh

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