Obama lança mensagem de unidade na véspera do G20

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lançou nesta quarta-feira uma mensagem de unidade, ao pedir aos líderes do G20, que se reunirão na quinta-feira em Londres, uma concentração nos pontos em comum, não nas divergências.

AFP |

"Nós temos uma responsabilidade para coordenar nossas ações e focalizar nos pontos em comum, não nossas divergências ocasionais", declarou Obama em uma entrevista coletiva com o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anfitrião da reunião de quinta-feira em Londres.

Obama disse ainda que para ele existem bastantes convergências entre os países do G20. "As diferenças entre os líderes do G20 foram imensamente superestimadas", declarou.

O presidente americano desembarcou na terça-feira em Londres para participar na reunião de cúpula de países ricos e potências emergentes, além de realizar sua primeira viagem pela Europa, em seu primeiro teste de fogo internacional.

O democrata, que será a estrela da reunião, advertiu ainda que existem "verdadeiras diferenças" entre Estados Unidos e Rússia.

No entanto, Obama, que vai se reunir nesta quarta-feira pela primeira vez com o colega russo Dmitri Medvedev, acrescentou que nos dois países prevalecem os interesses em comum de não proliferação nuclear.

Ele destacou que não tem interesse em esconder as diferenças entre seu país e a Rússia, mas lembrou que existe um "amplo conjunto" de interesses em comum.

Já o premier britânico admitiu que as negociações entre os líderes do G20 serão duras".

"Nos aguardam negociações duras durante a reunião", afirmou Brown, antes de destacar que "não será fácil obter um acordo".

O primeiro-ministro britânico declarou ainda estar confiante de que o presidente francês Nicolas Sarkozy não boicotará a reunião de cúpula do G20, como chegou a ameaçar.

"Estou convencido de que Sarkozy não abandonará a mesa de negociações", declarou o premier.

As declarações de Brown foram feitas algumas horas depois de Sarkozy ter afirmado que os projetos para a declaração final do G20 não agradam nem Alemanha nem França.

A reunião de cúpula está cercada de um forte dispositivo de segurança pelas manifestações programadas, que devem acontecer nesta quarta-feira na City, a área financeira no coração de Londres.

ame/fp

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