Obama lança dura crítica a opositores a reforma na saúde

(embargada até 7h - Brasília - deste sábado). Washington, 22 ago (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lançou hoje uma dura crítica aos que se opõem ao plano de reforma do sistema de saúde e os acusou de divulgar mentiras e distorções.

EFE |

A reforma do sistema se tornou a principal luta do presidente americano, que percorreu o país na tentativa de obter apoio e divulgar os pontos fortes do projeto.

Como disse em seus discursos, o objetivo da reforma do sistema de atendimento médico é frear seu vertiginoso custo e garantir cobertura médica a quase 50 milhões de americanos que não possuem plano de saúde.

Em seu discurso por rádio tradicional dos sábados, Obama celebrou o fato de haver um vigoroso debate a respeito. "Agrada-me que muitos estejam participando", afirmou.

Para Obama, porém, "deveria ser um debate honesto, não dominado por falsidades e distorções propositais divulgadas pelos que mais se beneficiariam se as coisas continuarem como estão".

Como exemplo citou o que qualificou como a "falsa afirmação" de que os imigrantes ilegais estarão implicados na reforma.

"Isso não é verdade. Os imigrantes não estarão cobertos. Essa ideia nunca foi considerada", assinalou.

Do mesmo modo, Obama disse também ser mentira que os abortos terão cobertura do novo plano. "Trata-se de afirmações falsas com o objetivo de nos dividir", assinalou.

O presidente rejeitou da mesma maneira a ideia de que o Governo passará a controlar totalmente o sistema de atendimento médico nos EUA.

Segundo ele, o objetivo é aumentar a concorrência e as seguradoras e suas aliadas "não gostam da ideia".

No discurso republicano, o legislador Tom Price concordou que existe unanimidade em que o sistema deve ser reformado.

"A situação atual de atendimento médico nos EUA é inaceitável", assinalou.

Para ele, o aumento dos custos, a redução do acesso médico e certas decisões estão afastando pacientes dos médicos e do bom atendimento.

Price disse que Obama está fazendo "um jogo esperto com os fatos" ao dizer aos americanos que se estiverem satisfeitos com seu plano, poderão ficar com ele.

"Esse não é o caso", explicou o legislador, que previu que se a proposta democrata prosperar na Câmara de Representantes "milhões de americanos serão forçados a deixar seu seguro pessoal e privado e recorrer ao plano do Governo".

Price disse que o plano republicano de reforma procura também aumentar a cobertura e reduzir os custos, mas "sem pôr burocratas" entre usuários e médicos. EFE ojl/rr

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