Obama lamenta palavras usadas em detenção de professor negro

Washington, 24 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu desculpas hoje pelas palavras que usou para se referir à detenção de um professor negro da Universidade de Harvard e fez um apelo à unidade frente às questões raciais.

EFE |

O governante apareceu de surpresa na sala de imprensa da Casa Branca para esclarecer os comentários feitos na quarta-feira em entrevista coletiva exibida na televisão e na qual qualificou de "estúpida" a detenção do professor.

Nas declarações de quarta, ele disse que a raça continua sendo um fator importante na sociedade.

Obama se referia ao caso do professor de Estudos Africanos Henry Louis Gates, detido em casa após uma falsa suspeita de roubo na semana passada, o que gerou uma chuva de reações em um país no qual a raça ainda é um tema muito delicado.

O presidente lamentou ter contribuído para esta polêmica na qual, segundo ele, se viram envolvidas "duas boas pessoas", mas que nenhum dos dois foi capaz de resolver "da forma como deveria ter sido resolvida".

Obama disse, que segundo o que escutou, houve uma resposta exagerada ao tentar levar o professor à delegacia e provavelmente também foi exagerada a reação de Gates, que foi detido por perturbar a ordem.

O presidente explicou que falou por telefone com o sargento Jim Crowley, o oficial envolvido na polêmica, para esclarecer que "com a escolha das minhas palavras, acho que, infelizmente, dei a impressão de que estava difamando o Departamento de Polícia de Cambridge ou o sargento Crowley".

Obama lamentou que "tenha contribuído mais ao frenesi na imprensa" com suas declarações, mas ressaltou que o fato de que a situação tenha chamado tanta atenção "demonstra que estas são questões que seguem sendo muito sensíveis" nos Estados Unidos.

"Devido a nossa história, devido às dificuldades do passado, os afro-americanos são sensíveis a estas questões", afirmou o presidente.

"As interações entre os policiais e a comunidade afro-americana às vezes podem estar cheias de mal-entendidos", afirmou.

Obama pediu unidade e expressou seu desejo de que este caso sirva para "melhorar as relações em geral entre os policiais e as comunidades minoritárias, e que, em vez de lançar acusações, todos sejam um pouco mais reflexivos". EFE elv/db

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