Obama inicia visita a Israel e à Cisjordânia

O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou nesta terça-feira à tarde a Israel, na escala de uma visita que também o levará à Cisjordânia, de acordo com um jornalista da AFP que o acompanha.

AFP |

O senador chegou procedente da Jordânia, após visitar Afeganistão, Kuwait e Iraque, durante uma viagem destinada a projetar sua presença internacional, de olho na eleição de novembro.

Depois de Israel e Cisjordânia, onde o candidato passará a quarta-feira, Obama continuará sua viagem por três países europeus.

Horas antes da chegada de Obama a Israel, um palestino feriu 16 pessoas em um ataque com uma escavadeira em Jerusalém, o segundo em três semanas, antes de ser morto por um guarda.

O atentado ocorreu na zona do hotel Rei David, onde Obama passará a noite.

Antes mesmo do ataque, a polícia israelense já havia informado que a visita de Obama estaria cercada por um forte esquema de segurança.

Em Amã, Obama condenou o ataque e destacou seu apoio a Israel na "luta contra o terrorismo".

Na quarta-feira, o candidato democrata será recebido pelo primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e pelo presidente palestino, Mahmud Abbas, e visitará o Memorial Yad Vashem e a cidade de Sderot, no sul de Israel, alvo freqüente de foguetes palestinos.

Obama jantará com Olmert e concluirá sua visita de 15 horas no lugar mais sagrado do Judaísmo, o Muro das Lamentações, na parte antiga de Jerusalém.

Durante suas reuniões com Olmert, em Jerusalém, e Abbas, em Ramallah, Obama analisará o processo de paz, que a atual administração americana deseja concluir antes do final do mandato do presidente George W. Bush.

O Irã e seu programa nuclear também figuram entre os temas previstos nas discussões com os dirigentes israelenses.

"O premier (israelense) está impaciente para se reunir com o senador Obama. Trocarão pontos de vista sobre uma série de temas, entre eles as relações entre Estados Unidos e Israel, o processo de paz e as ameaças contra a segurança na região", disse à AFP o porta-voz de Olmert, Mark Regev.

Os dirigentes israelenses se mostraram prudentes sobre as propostas de campanha de Obama, em particular sobre a questão nuclear iraniana, na qual o democrata defende um diálogo direto com Teerã.

Os países ocidentais e Israel acreditam que o programa nuclear civil de Teerã esconda um projeto militar atômico e exigem a suspensão do enriquecimento de urânio no Irã, algo rejeitado pelo regime islâmico.

Do lado palestino, espera-se que Obama suavize as declarações realizadas em junho passado, quando afirmou que Jerusalém deveria ser a capital indivisível de Israel, provocando indignação entre os palestinos.

"Nós lhe diremos: não haverá paz sem Jerusalém como capital de dois Estados", advertiu o conselheiro político de Abbas, Nimr Hamad.

O presidente Abbas "insistirá no perigo da colonização, do muro e do fato de a comunidade internacional fugir de suas responsabilidades sobre esses temas".

jlr/LR/tt

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