Obama inicia transição após eleições que Bush declara históricas

Macarena Vidal Washington, 5 nov (EFE).- Os americanos podem estar orgulhosos da História que se escreveu na eleição de terça-feira, nos quais se elegeu o democrata Barack Obama, afirmou hoje o presidente em fim de mandato George W. Bush, ao começar o período de transição.

EFE |

Bush compareceu no Jardim da Casa Branca para felicitar ao que será seu sucessor e o primeiro presidente negro dos Estados Unidos.

O ainda ocupante do número 1600 da Avenida Pensilvânia referiu-se em numerosas ocasiões ao caráter histórico destas eleições, por derrubar uma barreira racial que muitos americanos de origem africano temiam insuperáveis.

A eleição de Obama representa "um triunfo da história americana, um testamento ao trabalho duro, ao otimismo e a fé na promessa perdurável de nosso país", sustentou.

Bush prestou homenagem especialmente às gerações de afro-americanos que padeceram os anos de discriminação racial e participaram da luta pelos direitos civis.

Quando Obama, que tomará posse de seu cargo no próximo dia 20 de janeiro, entrar na Casa Branca, "milhões de cidadãos americanos se verão transbordados de orgulho neste momento inspirador pelo que tanto esperaram", apontou o presidente.

Será "comovente ver o presidente Obama, sua esposa, Michelle, e suas preciosas filhas entrarem pela porta da Casa Branca", acrescentou.

Bush, que também prestou homenagem ao candidato derrotado, o republicano John McCain, que "seguirá fornecendo uma enorme contribuição ao nosso país", prometeu fazer o que estiver ao seu alcance para que a transição rumo ao novo Governo seja a mais fácil possível.

O governante declarou seu "completa cooperação" com a equipe de seu sucessor nos 76 dias que faltam até 20 de janeiro e assegurou que o manterá "completamente informado" sobre as decisões tomadas até então.

Obama, por sua vez, deixou claro que deseja se colocar em andamento o mais rápido possível.

O presidente eleito receberá amanhã mesmo sua primeira sessão informativa sobre assuntos de Inteligência, idêntica à entregue a cada dia a Bush.

Em carta aos funcionários da instituição, o diretor da CIA, Mike McConnell, indicou que Obama poderá "ver toda a gama de opções que realizamos" em benefício do país.

Nesta primeira sessão informativa, McConnell apresentará os assuntos a abordar e dois funcionários da agência se encarregarão de desenvolvê-los.

Ente os principais assuntos dos quais Obama terá que se ocupar mal assuma o poder estão as guerras no Iraque e Afeganistão, assim como o papel do Paquistão na luta contra o movimento talibã e o grupo terrorista Al Qaeda, além dos programas nucleares do Irã e da Coréia do Norte e o futuro da prisão de Guantánamo.

O presidente eleito passará toda esta semana em Chicago, onde se encontra a sede de sua campanha e onde começará a escolher sua equipe de Governo.

Sua equipe de transição, liderada pelo ex-chefe de Gabinete da Casa Bbanca John Podesta, deve começar a anunciar suas nomeações tão em breve como na próxima semana, muito mais rápido do que o habitual nos revezamentos de Governo nos Estados Unidos.

O primeiro pode ocorrer inclusive ainda nesta semana, pois espera-se que Obama anuncie como seu chefe de Gabinete (um posto-chave na Casa Branca) Rahm Emanuel, o chefe do grupo parlamentar democrata na Câmara de Representantes (Deputados) e um grande aliado em Chicago.

Obama quer evitar os erros de seu antecessor democrata Bill Clinton, que após vencer, em 1992, não designou seus principais colaboradores no Governo até cinco dias antes da posse, sem tempo para que os titulares pudessem se colocar em dia sobre as prioridades de suas pastas.

O presidente eleito sabe que não pode perder tempo. Com uma grave crise financeira e duas guerras abertas, terá que pôr mãos à obra imediatamente para cumprir as promessas e as expectativas geradas por sua campanha.

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