Obama inicia reuniões bilaterais prévias à cúpula sobre segurança nuclear

Washington, 11 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, iniciou a primeira de suas reuniões bilaterais de hoje, com o primeiro-ministro de Índia, Manmohan Singh, e terá em seguida encontros com seus colegas do Cazaquistão, África do Sul e Paquistão, informou a Casa Branca.

EFE |

Os quatro líderes se encontram em Washington para participar amanhã e terça-feira da cúpula sobre segurança nuclear, que reunirá na capital americana representantes de 47 países do mundo.

A ameaça de terrorismo nuclear será o foco da Cúpula, a maior reunião de líderes mundiais auspiciada por um presidente americano desde a Conferência de São Francisco de 1945, fundadora das Nações Unidas.

Obama identificou o terrorismo nuclear como "a ameaça mais imediata e extrema à segurança global" e quer que todos os materiais nucleares ao redor do mundo sejam devidamente assegurados no prazo de quatro anos.

O fato de que um crescente número de países desenvolvidos tenham decidido recorrer à energia nuclear para conseguir cumprir com seus objetivos de energia limpa significa que há mais combustível nuclear disponível e que parte dele poderia ser mais facilmente roubado por terroristas.

A Casa Branca expressou sua intenção de que a cúpula se concentre no tema de segurança nuclear. No entanto, os encontros prévios de Obama com importantes líderes mundiais, entre eles o presidente da China, Hu Jintao, fazem temer que a atenção se desvie para outros assuntos.

A China, o principal mercado comprador de petróleo iraniano, resiste apoiar novas sanções ao regime de Teerã propostas pela comunidade internacional para frear as ambições nucleares do país persa.

O Irã não participará da Cúpula, mas mesmo assim se prevê que grande parte das negociações fora da agenda oficial seja referente à questão nuclear iraniana.

As dificuldades de se ajustar ao roteiro do encontro começarão ainda hoje, com as reuniões de Obama com Singh e com o primeiro-ministro do Paquistão, Yousuf Raza Gillani.

Nenhum dos dois países é signatário do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, mas ambos são fundamentais, sobretudo o Paquistão, na estratégia dos Estados Unidos para o Afeganistão.

Mais tranqüilas prometem ser, em princípio, as reuniões com o presidente cazaque, Nursultan Nazarbayev, e o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, líderes de países que renunciaram às armas nucleares nos anos 1990. EFE tb/sa

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