Obama: Há petróleo suficiente no mundo para sanções contra o Irã avançarem

Objetivo é boicotar produto iraniano e punir instituições financeiras que negociam compra e venda com o Banco Central do Irã

iG São Paulo |

O presidente americano, Barack Obama, determinou nesta sexta-feira que há petróleo bruto o suficiente nos mercados mundiais para que as sanções que visam atingir exportações de petróleo iraniano avancem e os aliados americanos possam também colocar em vigor medidas que visam atingir as expotações de petróleo do Irã.

AP
Presidente americano deve dar parecer semelhante sobre reservas de petróleo a cada seis meses (26/3)
Obama quer que os EUA impulsionem sanções contra instituições estrangeiras que continuam comprando petróleo do Irã. As sanções têm como objetivo a médio prazo isolar o Banco Central do Irã, que processa quase todas as vendas de petróleo da República Islâmica dentro da economia global.

Depois de promulgar uma lei sobre sanções contra instituições financeiras e o Banco Central iraniano, Obama tinha até esta sexta-feira (30 de março) para avaliar se o preço e as reservas de petróleo são suficientes para permitir que os aliados americanos possam se unir ao boicote contra o petróleo iraniano.

Autoridades americanas esperam aumentar a pressão econômica para que o Irã abandone seu controveso programa nuclear e também para convencer Israel a dar tempo para às sanções contra o regime persa antes de decidir por uma ofensiva militar contra as instalações nucleares em território iraniano. EUA e aliados acreditam que por trás do programa nuclear iraniano exista a construção de uma bomba atômica, enquanto o regime persa nega qualquer intenção desse tipo e alega fins pacíficos.

Depois da promulgação de sanções contra o Banco Central iraniano em dezembro do ano passado, Obama chegou à conclusão que há reservas de petróleo o suficiente no mundo para permitir que países cortem a importação de petróleo proveniente do Irã. A cada seis meses o presidente americano deve dar parecer semelhantes para avaliar se as sanções podem continuar.

Na decisão, anunciada em comunicado nesta sexta-feira, o presidente disse ter baseado sua determinação nas condições econômicas globais, os níveis de capacidade petróleo e a crescente produção de alguns países, entre alguns dos fatores. Ele disse que ele iria monitorar o mercado global de perto para ter certeza de que seria manejável a redução de petróleo comprado do Irã.

Com o preço do petróleo subindo nesses meses em meio a tensões sobre os conflitos sobre o programa nuclear entre o Irã e o Ocidente, as autoridades americanas pediram garantias de que pressionar os países a deixar de comprar petróleo do Irã não causaria uma alta ainda maior dos preços.

Eleição

A medida é particularmente importante para Obama em um ano de eleição nos EUA no qual os preços têm tido cada vez mais alta, com o barril chegando a cerca de US$ 103.

As sanções aprovadas pelo Congresso americano têm como alvo também instituições financeiras que negociam com o Banco Central do Irã, impedindo-as de operar nos EUA para comprar ou vender petróleo iraniano. As sanções devem entrar em vigor no fim de junho, mais ou menos na mesma época em que o embargo das Europa contra o Irã deve começar.

Muitos dos países que compram petróleo do Irã são aliados dos americanos, incluindo diversas nações da União Europeia, Japão, Coreia do Sul e Índia.

*Com AP

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