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Obama garante não querer evitar diferenças com a Rússia

Londres, 1º abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que não tem a intenção de evitar as diferenças com a Rússia hoje durante o encontro com seu colega russo, Dmitri Medvedev, mas que insistirá nos objetivos comuns, como a redução da ameaça nuclear.

EFE |

Os dois chefes de Estado assinarão hoje um acordo para a redução de seus respectivos arsenais nucleares, lembrou Obama em entrevista coletiva concedida junto com o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, em Londres.

O presidente americano também disse compartilhar com Medvedev a promoção da luta contra o terrorismo, da estabilização da economia mundial e da busca de um caminho sustentável para fazer frente às demandas de energia.

Em todas essas áreas, segundo Obama, há "um grande potencial para uma ação articulada".

Neste sentido, o presidente dos EUA destacou que o melhor que ele e Medvedev podem fazer é "dar o exemplo" e adotar medidas para reduzir seu armamento nuclear.

"Embora tenha diminuído muito desde o final da Guerra Fria, a ameaça nuclear continua sendo a maior contra a humanidade", destacou Obama.

A reunião entre Obama e Medvedev, na residência do embaixador americano em Londres, será a primeira de entre os dois presidentes após uma era de crescente frieza entre os EUA e Rússia.

Isso ocorreu devido a temas como a implantação de um escudo antimísseis dos EUA no Leste Europeu ou o apoio de Washington à ampliação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

A imprensa americana publicou que Obama chegou a oferecer a Medvedev, por meio de uma carta, a possibilidade de cancelar o projeto do escudo antimísseis - o qual a Rússia considera como uma ameaça contra seu território - em troca de maior cooperação de Moscou para conseguir que Teerã renuncie a seu programa atômico.

Ambos os países negaram que tal negociação tenha ocorrido.

Além disso, a Rússia não vê com bons olhos a expansão da Otan rumo ao que considera sua área de influência. Entretanto, em reunião com o secretário-geral da entidade, Jaap de Hoop Scheffer, na semana passada, Obama opinou que os países que quiserem se juntar à organização têm esse direito. EFE mv/bba

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