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Obama foi responsável ao mudar sistema antimísseis, diz Medvedev

O presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, classificou nesta quinta-feira a decisão de seu colega americano, Barack Obama, de revisar o projeto de defesa antimísseis dos Estados Unidos na Europa como uma atitude responsável que mostra que há boas condições para que os dois países trabalhem juntos.

BBC Brasil |


Os planos do governo dos Estados Unidos de instalar bases na República Tcheca e na Polônia, como parte de um escudo antimísseis, eram alvo de grande desconfiança da Rússia, que via o sistema como uma ameaça.

Nesta quinta-feira, no entanto, Obama anunciou uma revisão na estratégia antimísseis dos Estados Unidos que prevê, entre outros pontos, o cancelamento da instalação das bases nos dois países europeus.


Obama discursa para jornalistas na Casa Branca / AFP


Em um pronunciamento transmitido pela TV estatal russa após o anúncio de Obama, Medvedev elogiou a decisão americana e afirmou que pretende discuti-la mais detalhadamente durante um encontro com o americano em Nova York, na semana que vem.

"Nós apreciamos a atitude responsável do presidente dos Estados Unidos (...). Estou pronto para continuarmos nosso diálogo", disse Medvedev. Atualmente, os governos de Estados Unidos e Rússia estão discutindo um novo acordo para a redução de seus arsenais nucleares.

Segundo correspondentes, a mudança na estratégia antimísseis de Obama pode fazer com que o governo russo se mostre mais cooperativo nestas negociações.

"Corpo em decomposição"

Em entrevista à BBC, o embaixador da Rússia na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Dmitry Rogozin, afirmou que a decisão americana "tira do caminho alguns problemas mesquinhos que impediam que (os dois países) trabalhassem juntos".

"É como se tivéssemos um corpo em decomposição em nosso apartamento e o coveiro tivesse vindo para retirá-lo", disse.

Já o ex-primeiro-ministro da República Tcheca Mirek Topolanek, que negociou a instalação das bases com o então presidente americano, George W. Bush, afirmou que a decisão de Obama mostra que os Estados Unidos perderam o interesse na Europa Central.

"Não estamos garantidos por nenhum parceiro forte, um aliado forte. Vejo isso como uma ameaça", disse. O atual premiê checo, no entanto, afirmou que a mudança na estratégia americana não deve interferir nas relações de seu país com os Estados Unidos.

Já o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmou que o plano de Obama ainda permite um aumento na segurança da Europa e da Polônia.

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