Obama fecha na Europa viagem na qual defendeu reconciliação com Oriente Médio

Paris- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, conclui neste domingo uma viagem pelo Oriente Médio e Europa na qual considera que sentou as bases para uma reconciliação com o mundo muçulmano e um novo impulso ao processo de paz no Oriente Médio.

EFE |

Obama dedica a manhã para fazer turismo por Paris com sua esposa, Michelle e filhas, Malia e Sasha, de dez e sete anos, que pela primeira vez se juntaram em uma viagem ao estrangeiro.

O presidente americano, que voltará esta tarde a Washington enquanto sua família permanece ainda alguns dias em Paris, assegurou, por boca de seus porta-vozes, que está "muito feliz" dos resultados de sua viagem, que o levou à Arábia Saudita, Egito, Alemanha e França.

Segundo seu assessor político, David Axelrod, a viagem permitiu "limpar toda a bagagem na relação entre Estados Unidos e o mundo muçulmano" e prestar homenagem às pessoas que criaram história e permitiram um futuro melhor.

A viagem se estruturou em torno de um evento central, seu discurso ao mundo muçulmano no Cairo, no qual pediu aos crentes islâmicos para se desprenderem de seus preconceitos contra os EUA e expôs as linhas mestras de sua política para o Oriente Médio, para oferecer à região uma nova relação baseada no respeito mútuo.

Dentro desse discurso, Obama aproveitou para pressionar em favor do processo de paz no Oriente Médio e colocar uma série de exigências claras às partes: aos israelenses, que reconheçam a necessidade de um Estado palestino e renunciem a estender seus assentamentos. E aos palestinos, que deixem de incitar a violência e estabeleçam melhores instituições de Governo.

Trata-se de uma mensagem que enfrenta - de maneira insólita para um presidente americano - o Governo israelense do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que rejeita renunciar aos assentamentos.

Em seu discurso, Obama também reiterou sua mensagem ao Irã de abertura de um diálogo sério se esse país se mostrar disposto a cumprir seus compromissos sobre seu programa nuclear. EFE mv/ma

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