Interessado em conhecer a situação no terreno, o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, chegou neste sábado de surpresa ao Afeganistão, onde se encontrará, domingo, com o presidente Hamid Karzai, na primeira etapa de uma viagem por Ásia, Oriente Médio e Europa - confirmou seu principal assessor Robert Gibbs, em Washington.

Por motivos de segurança, o presidenciável democrata não havia anunciado publicamente a viagema a Cabul, onde deve também visitar o contingente americano mobilizado no país e formado por 36.000 soldados.

Além do Afeganistão e do Iraque, Obama é esperado na noite de segunda-feira na Jordânia; na quarta-feira em Israel, e depois na Alemanha, França e Grã-Bretanha.

"Recebi uma ligação telefônica na qual fui informado que o senador Obama aterrissou no aeroporto de Cabul, Afeganistão", afirmou Gibbs.

Gibbs disse que Obama saiu de Washington na sexta-feira e que parou no Kuwait para visitar as tropas americanas que estão mobilizadas neste país.

Durante sua campanha, Obama expressou a necessidade de enviar ao Afeganistão duas novas brigadas de combate, até 10.000 soldados, provenientes do Iraque, devido o aumento da atividade da milícia islâmica Talibã em território afegão.

O candidato ressaltou também a necessidade de se aumentar o treinamento e de fortalecer o Exército e a Polícia afegãos e pediu um compromisso maior da Europa e da Otan.

Em entrevista ao New York Times, Obama declarou que "necessitamos mais homens, mais helicópteros, mais fontes de informação, mais assistência militar para cumprir nossa missão aqui".

"A frente central da guerra contra o terrorismo não é o Iraque, e nunca o foi antes", acrescentou.

Em um longo discurso, Obama prometeu na terça-feira retirar a maior parte das tropas americanas do Iraque em 16 meses e concentrar seus esforços no Afeganistão e no Paquistão.

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