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Obama fala de esperança e nova era de responsabilidade

María Peña. Washington, 20 jan (EFE).- O primeiro presidente negro dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu hoje que seus compatriotas escolham a esperança, e defendeu uma nova era de responsabilidade cidadã para enfrentar os desafios comuns.

EFE |

Após assumir como o 44º presidente dos EUA, diante de um público de aproximadamente dois milhões de pessoas, Obama ofereceu um discurso no qual também advertiu para os desafios do país.

O presidente pediu uma trégua na qual Washington abandonará "dogmas desgastados que durante muito tempo estrangularam" o diálogo político.

"O que pedem a nós agora é uma nova era de responsabilidade, o reconhecimento, por parte de cada americano, de que temos obrigações para com nós mesmos, com nossa nação e com o mundo", disse Obama.

O presidente também destacou os desafios de seu Governo: uma nação em guerra, uma economia arrasada, o alto custo da saúde, escolas que não funcionam e uma dependência do petróleo estrangeiro que "fortalece nossos adversários e ameaça nosso planeta".

Embora os desafios sejam muitos, Obama disse que os EUA os enfrentarão, porque "escolheram pela esperança em vez do medo e um propósito único sobre o conflito e a discórdia".

Com referências bíblicas em seu discurso, Obama disse que é hora de abrir mão de "coisas infantis" e avançar com os ideais imperecíveis: "a promessa de Deus de que todos somos iguais, todos somos livres e todos merecemos uma oportunidade na busca da felicidade plena".

Obama disse que os EUA continuam sendo "a nação mais próspera e poderosa da Terra" e que é hora de começar sua reconstrução.

"A partir de hoje, devemos nos levantar, sacudir a poeira e começar de novo a tarefa de reconstruir os EUA, porque, para onde quer que olhemos, ainda há trabalho a fazer", afirmou.

Também prometeu reativar a economia com a "criação de novos empregos" e estipulando "as bases para o crescimento", e disse que o desafio de seu Governo é investir mais na infraestrutura, em saúde e educação, e no desenvolvimento de novas fontes de energia.

Obama assegurou que, longe dos cansados argumentos políticos do passado, o que conta agora é a eficácia do Governo para promover salários decentes, uma saúde acessível e uma aposentadoria "digna".

Também repetiu as promessas de sua campanha de deixar o Iraque "de forma responsável", de forjar a paz no Afeganistão e de promover o diálogo com os adversários.

"Trabalharemos incansavelmente com velhos amigos e antigos inimigos para diminuir a ameaça nuclear, e reverter a ameaça do aquecimento global", ressaltou.

Além disso, advertiu aos inimigos dos EUA que insistem em propagar o terrorismo: "Não podemos ser derrotados, nós os venceremos".

Obama, de 47 anos, também pediu a união nacional, lembrando que o mosaico americano está composto por gente de todos os credos e culturas, e enviou uma mensagem solidária ao mundo.

"A todos os povos e Governos que estão nos vendo hoje, desde as maiores capitais ao pequeno povoado onde meu pai nasceu (no Quênia): Saibam que os Estados Unidos são um amigo de cada nação e de cada homem, mulher e criança que busca um futuro de paz e dignidade, e que estamos prontos para ser líderes mais uma vez", afirmou.

Além disso, lembrou que seu país derrotou o fascismo e o comunismo "com alianças fortes e convicções duradouras".

"Nosso poder por si não pode nos proteger, nem nos dá direito de fazer o que quisermos", disse Obama, após rejeitar como uma falsa premissa a escolha entre segurança ou ideais nacionais.

Para Obama, sua posse é "um momento que definirá esta geração", e embora os desafios sejam novos, a resposta a eles passa pela honestidade, o valor, a justiça, a tolerância e o patriotismo.

"Experimentamos a amargura da guerra civil e a segregação, e emergimos desse capítulo obscuro mais fortes e mais unidos", acrescentou. EFE mp/mh

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