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Obama fala ao mundo muçulmano: não somos seus inimigos

O presidente Barack Obama concedeu na noite de segunda-feira sua primeira entrevista como chefe de Estado americano a um órgão de informação escolhido de maneira bem simbólica, a TV Al-Arabiya, e declarou que os americanos não são inimigos do mundo muçulmano, renovando assim sua promessa de viajar a uma capital islâmica para pronunciar um discurso.

AFP |

Obama destacou que viveu vários anos na Indonésia quando era criança e que suas viagens a países muçulmanos o convenceram de que, independente da fé, as pessoas têm sonhos e esperanças similares.

"Meu trabalho em relação ao mundo muçulmano é comunicar que os americanos não são seus inimigos; às vezes cometemos erros, não temos sido perfeitos", admitiu Obama.

"Mas se olharmos para o passado... Os Estados Unidos não nasceram como uma potência colonial e não há razão alguma para que não possamos renovar o mesmo respeito e vínculo que tem tido com o mundo muçulmano há 20 ou 30 anos", enfatizou.

Durante sua campanha presidencial, Obama prometeu que melhorará os laços dos Estados Unidos com o mundo muçulmano e disse que viajará a uma capital islâmica para enviar uma mensagem.

"Vamos a mantener el compromiso de que yo me dirigiré al mundo musulmán desde una capital islámica", dijo Obama al canal de televisión, basado en Dubai.

"Vamos manter muitos de meus compromissos para fazer um trabalho mais efeitvo para chegar ao mundo muçulmano, assim como falar a ele e ouvi-lo".

O presidente também foi indagado sobre o tom pessoal das recentes mensagens da rede islamita Al-Qaeda difundidas desde que foi eleito presidente em novembro.

Obama concordou com seu entrevistador que o tom das recentes mensagens parecia "nervoso".

"O que me sugere que suas idéias estão falidas".

Também disse a israelenses e palestinos que é hora de voltar às negociações.

"Acho que o momento é adequado para que ambas as partes se deem conta de que o caminho no qual se encontram não resultará em prosperidade e segurança para seus povos", afirmou, momentos depois de enviar para a região seu representante especial George Mitchell.

"É hora de voltar à mesa de negociação".

"Quero assegurar-me de que as expectativas não sejam tão elevadas de forma que esperemos que tudo se resolve em alguns meses. Mas se começarmos um avanço firme nesses temas, tenho absoluta confiança de que os Estados Unidos, trabalhando junto com a União Européia, Rússia e todos os países árabes da região de que podermos conseguir avanços significativos".

Obama disse na segunda-feira que Mitchell se envolverá de forma "vigorosa para conseguir um "progresso genuíno para a paz na região".

Obama se reuniu com Mitchell e a secretária de Estado Hillary Clinton na Casa Branca pouco antes de Mitchell viajar para a região, numa turnê que o levará a Israel, Cisjordânia, Egito, Jordânia, Arábia Saudita, França e Reino Unido.

Sua missão "não é algo que possamos fazer da noite para o dia", advertiu. "Mas tenho plena confiança em que se os Estados Unidos estiverem envolvidos de maneira consistente, poderemos conseguir avanços genuínos", afirmou.

Por fim, disse que os Estados Unidos oferecerão ao Irã a mãe estendida se os líderes iranianos "abrirem o punho".

"Como disse em meu discurso de posse se países como o Irã tiverem vontade de abrir o punho, encontrarão nossa mão estendida".

"É muito importante para nós nos assegurarmos de que empregados todas as ferramentas do poder americano, incluindo a diplomacia, em nossa relação com o Irã", acrescentou Obama.

"Levaremos emconta tudo o que for necessário e apropriado em relação a manter a pressão para a meta de pôr fim ao programa nuclear do Irã", enfatizou.

"O diálogo e a diplomacia devem estar de mãos dadas com uma firme mensagem dos Estados Unidos e da comunidade internacional de que o Irã tem de cumprir suas obrigações tal como foram estabelecidas pelo Conselho de Segurança e sua rejeição a isso não fará mais que aumentar a presssão", concluiu.

A nova embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice, disse que Washington está comprometido a desenvolver uma "diplomacia vigorosa" e "direta" com o Irã, em relação a seu programa nuclear.

"Estamos profundamente preocupados com a ameaça representada pelo programa nuclear iraniano para a região, para os Estados Unidos e para a comunidade internacional", declarou Rice à imprensa.

Foi sua primeira declaração na ONU desde a indicação de seu nome para o cargo no governo Obama.

col/cn

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