Obama evoca Martin Luther King para superar batalhas políticas

Presidente americano, Barack Obama, discursou durante inauguração de monumento em homenagem a Martin Luther King

AFP |

EFE
Família Obama participa de inauguração do monumento de Martin Luther King
O presidente americano, Barack Obama, afirmou neste domingo (16) tomar como inspiração as lutas pelos direitos civis de Martin Luther King para enfrentar a paralisia política de Washington.

"Quando encontrou dificuldades, quando foi confrontado com a decepção, Sr. King recusou-se a aceitá-las. Ele continuou seguindo rumo ao amanhã", disse Obama a milhares de pessoas na inauguração do memorial em homenagem a Martin Luther King em Washington.

Quando "reconstruímos uma economia que possa competir em escala global, consertamos nossas escolas para que cada criança, não apenas algumas, mas todas as crianças tenham educação universal, garantimos que nosso sistema de saúde seja acessível para todos... não podemos entrar em armadilhas quaisquer", disse Obama à multidão reunida para a inauguração do monumento em homenagem ao ícone da defesa dos direitos humanos nos Estados Unidos.

As declarações do presidente Obama ocorrem em um momento em que o Congresso discute a reforma do orçamento, formas de retomar a frágil economia americana, em meio a outras questões polêmicas.

O discurso foi feito depois que Obama realizou um passeio pelo monumento, acompanhado da primeira-dama Michelle Obama e de suas filhas Sasha e Malia.

A estátua de aproximadamente nove metros de altura, feita de granito branco, representa Luther King olhando para o horizonte com os braços cruzados.

Em seu discurso, Obama citou a "imaginação moral" de King, graças à qual "barricadas começaram a cair e a intolerância se enfraqueceu".

Mas completou que tais visões requerem tenacidade.

"Não podemos nos desencorajar. Temos que continuar pressionando por aquilo que deve ser, pela América que queremos deixar para nossas crianças", disse.

King, prêmio Nobel da Paz em 1964, "se vivesse hoje nos lembraria que os desempregados tem razões para tomar as ruas contra os excessos de Wall Street, sem demonizar todos que trabalham ali", completou, em referência aos "indignados" que protestam contra a cúpula do sistema financeiro.

King "deu voz a nossos sonhos mais profundos", completou o presidente a milhares de pessoas, na maioria negras, que assistiram à inauguração.

Obama também rendeu homenagem tanto aos militantes célebres como "à multidão de homens e mulheres cujos nomes não aparecem nos livros de história", assim como as "diversas ações de seu heroísmo tranquilo".

O monumento inaugurado é o primeiro perto do National Mall, a prestigiada avenida da capital americana, em homenagem a uma pessoa negra e a única dessa importância dedicada a uma personalidade que não foi presidente do país.

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