Obama evita qualificar matança dos armênios em 1915 de genocídio

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, absteve-se nesta sexta-feira de qualificar de genocídio os massacres dos armênios cometidos em 1915 durante o Império Otomano, mas disse que não se arrepende de ter utilizado este termo durante a campanha presidencial de 2008.

AFP |

Obama deu continuidade a uma recente tradição diplomática dos Estados Unidos divulgando uma declaração no Dia da Memória Armênia, considerando a matança de mais de 1,5 milhão de pessoas "uma das grandes atrocidades do século XX".

Mas, devido à pressão da Turquia, aliado dos Estados Unidos e envolvida no momento num diálogo de reconciliação com a Armênia, o presidente não usou a palavra "genocídio".

Obama destacou que enfrentar o passado é a melhor maneira para os povos turco e armênio de avançar e superar "sua dolorosa história" de "maneira honesta, aberta e construtiva".

Durante sua campanha eleitoral, Obama havia dito em discurso que apoiava a comunidade armênia dos Estados Unidos que exige o reconhecimento do genocídio praticado pela Turquia.

Apesar de aceitar a convenção diplomática, Obama disse em sua declaração desta sexta-feira que não mudou de parecer.

O também chamado holocausto armênio ou massacre dos armênios designa a matança e deportação forçada de mais de um milhão de pessoas de origem armênia que viviam no Império Otomano, com a intenção de destruir sua vida cultural, econômica e seu ambiente familiar, durante o governo dos chamados Jovens turcos, de 1915 a 1917.

O 24 de abril de 1915 é considerado o início do massacre, por ser a data em que dezenas de lideranças armênias foram presas e massacradas em Istambul.

O governo turco atual rejeita o termo genocídio organizado e que as mortes tenham sido intencionais.

col/mdl/sd

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