Obama estuda envio de tropas à fronteira com México

Washington, 12 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, estuda o envio de tropas da Guarda Nacional à fronteira com o México me razão da violência gerada pelo narcotráfico, indicou hoje a Casa Branca.

EFE |

Em sua entrevista coletiva diária, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que Obama recebeu "pedidos específicos" para autorizar o envio das tropas.

"O presidente se comprometeu a estudar esse pedido junto com a secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano", indicou o porta-voz, que precisou que até o momento não há um prazo para que Obama tome uma decisão.

O governador do Texas, Rick Perry, pediu o envio de mais de mil soldados para enfrentar a crescente violência na região fronteiriça.

"Sei que (Obama) vai considerar essa possibilidade, e levará muito a sério os pedidos dos governadores", comentou Gibbs.

No entanto, o porta-voz advertiu que a "militarização da fronteira" não resolverá os problemas no longo prazo.

Obama tinha indicado anteriormente à imprensa que estudava o envio de soldados à fronteira com o México.

Alguns dos jornais americanos publicaram hoje que o presidente assegurou que vai "estudar se o desdobramento da Guarda Nacional faria sentido e sob quais circunstâncias faria sentido".

"Considero inaceitável ter grupos de narcotraficantes que cruzam nossas fronteiras e matam cidadãos americanos", explicou o presidente.

Neste ano, mais de mil pessoas morreram no México pela violência gerada pelo narcotráfico, e as autoridades dos EUA advertiram que os incidentes começam a se estender a cidades como Phoenix e Atlanta.

Obama nomeou na quarta-feira o chefe de Polícia da cidade de Seattle, Gil Kerlikowske, como coordenador da política antidroga da Casa Branca, um cargo que de muita importância em razão da situação no vizinho do sul.

Em sua entrevista coletiva de hoje, Gibbs reiterou que a situação no México continua sendo "motivo de preocupação" para o Governo americano.

Além disso, ressaltou a "admiração" de Obama por seu colega mexicano, Felipe Calderón, por enfrentar os cartéis do narcotráfico.

EFE mv/mh

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