Obama estende sanções contra a Síria por mais um ano

Washington, 3 mai (EFE).- A Casa Branca estendeu hoje por um ano as sanções contra a Síria, acusando Damasco de apoiar organizações terroristas e de perseguir armas de destruição em massa e programas de mísseis balísticos.

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Washington, 3 mai (EFE).- A Casa Branca estendeu hoje por um ano as sanções contra a Síria, acusando Damasco de apoiar organizações terroristas e de perseguir armas de destruição em massa e programas de mísseis balísticos. Esta renovação das sanções contra a Síria, que o presidente americano, Barack Obama, emite mediante ordem executiva em uma notificação ao Congresso, é um procedimento rotineiro que se repete a cada ano por exigência do braço legislador. Em sua ordem, Obama indica que, embora o Governo da Síria registre progressos na hora de impedir a entrada de combatentes estrangeiros em território iraquiano, "suas ações e políticas, incluindo o apoio contínuo a organizações terroristas, sua estratégia de perseguir armas de destruição em massa e programas de mísseis, seguem sendo uma ameaça incomum e extraordinária para a segurança nacional, a política externa e a economia dos Estados Unidos". Obama disse que Washington "avaliará mudanças nas políticas e ações do Governo da Síria na hora de determinar se continua ou termina as sanções no futuro" e "avaliará progressos por parte de Damasco nestes assuntos". As sanções foram impostas pela primeira vez em 2004 por considerar à Síria um Estado patrocinador do terrorismo. As medidas foram estendidas em 2006 e endurecidas no ano seguinte, assim como em 2008, tudo sob o mandato do ex-presidente George W. Bush. A renovação das sanções acontece no momento em que o Governo americano inicia um diálogo diplomático direto com Damasco através do embaixador na Síria, Robert Ford, com deve voltar ao país, se o Senado dos EUA confirmar sua nomeação. Washington não destina um embaixador à Síria desde 2005, quando o Governo anterior retirou à então encarregada da delegação diplomata diplomática em Damasco, Margaret Scobey, em protesto pelo assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri, um crime que líderes libaneses acham que tem o selo do regime sírio. No dia 19 de abril os EUA citaram o número dois da embaixada síria, Zouheir Jabbour, ao Departamento de Estado para se queixar do "comportamento provocativo" de Damasco com relação à suposta transferência de armas ao grupo xiita libanês Hisbolá. Uma semana antes, o presidente israelense, Shimon Peres, disse em Paris, onde se encontrava em visita oficial, que a Síria tinha facilitado mísseis Scud a este grupo terrorista. Damasco negou as acusações. Também o secretário de Defesa de EUA, Robert Gates, acusou na semana passada o Irã e à Síria de fornecer ao Hisbolá armas cada vez mais sofisticadas. Em entrevista coletiva conjunta com seu colega israelense, Ehud Barak, com quem se reuniu no Pentágono, Gates indicou que "Síria e o Irã estão fornecendo o Hisbolá foguetes e mísseis com uma capacidade cada vez maior". Por outro lado, no ano passado o chefe do Comando Conjunto Central dos EUA, David Petraeus, pediu à Síria que tome "ações imediatas e decisivas" para impedir a entrada de combatentes estrangeiros em território iraquiano. Além disso, advertiu que a via pela que membros da rede terrorista Al Qaeda entram pelo Iraque através da Síria "foi reativada". EFE cai/pb

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