Obama está próximo da indicação democrata nos EUA, mas Hillary não desiste

O pré-candidato à Casa Branca Barack Obama obteve uma vitória importante para a nomeação democrata após as primárias no Oregon e em Kentucky, mas sua rival Hillary Clinton advertiu que não desistirá.

AFP |

"Vocês nos deixaram próximos da nomeação democrata à Presidência dos Estados Unidos", afirmou Obama diante de milhares de seguidores reunidos em Iowa (norte), onde comemorou os resultados de terça-feira, lugar simbólico por ter obtido sua primeira vitória nas primárias nesse estado.

O senador pelo Illinois venceu as primárias do Oregon enquanto Clinton obteve a vitória no Kentucky. Graças ao triunfo e aos delegados conquistados apesar da derrota no Kentucky, Obama afirmou que já tem uma maioria de delegados que não pode ser revertida.

De acordo com o site independente RealClearPolitics, Obama conta com 1.957 delegados frente aos 1.775 de Hillary, no momento em que restam 2.026 para que obtenha a nomeação do partido, na Convenção Democrata entre 25 e 28 de agosto, para as eleições presidenciais de novembro.

Apesar da impossibilidade de Hillary reverter a maioria de Obama nas primárias que restam, em Porto Rico, no dia 1o de junho, e Montana e Dakota do Sul, em 3 de junho, a senadora que tenta ser a primeira presidente dos Estados Unidos afirmou que se manterá na disputa.

"Continuarei defendendo nossa causa até que tenhamos um indicado", afirmou Hillary a seus simpatizantes em Louisville (Kentucky), embora tenha admitido "as difícieis probabilidades" de vencer seu rival.

Segundo a senadora por Nova York de 60 anos, serão os "superdelegados", figuras do Partido Democrata com direito a voto na Convenção, aqueles que tomarão "a difícil decisão" de determinar "quem está preparado para ser o candidato e derrotar McCain em estados importantes".

Bill Richardson, que foi pré-candidato nas primárias democratas e agora apóia Obama, afirmou nesta quarta-feira à CNN que o partido está "em processo de confluência em torno do senador Obama".

"Creio que a senadora Hillary (...) merece continuar. Mas no dia 3 de junho, acho que será chegado o momento de nos unirmos em torno de um candidato e nos prepararmos para uma dura batalha" contra McCain nas eleições presidenciais de novembro, destacou.

Em seu discurso nesta terça-feira, Obama, senador negro de 46 anos, prestou uma homenagem a Hillary antes de se referir ao seu confronto com McCain: "O campo contrário disse que adotará as políticas de ontem, e então adotará também as táticas de ontem (...) jogar com nossos medos, dúvidas e divisões, para nos desviar do que importa, vocês e seu futuro".

"Não importa como termine este período de primárias (...) a senadora Hillary rompeu mitos, derrubou barreiras e mudou os Estados Unidos em que minhas filhas e as de vocês crescerão", disse Obama.

Nesta quarta-feira, os dois pré-candidatos democratas farão campanha na Flórida (sudeste), um estado importante, enquanto John McCain estará na Califórnia (oeste).

A equipe de campanha republicana já se comporta como se Obama fosse o candidato democrata e endureceu suas críticas contra o senador pelo Illinois, a quem criticou na terça-feira por sua postura em relação a Cuba e acusou na segunda-feira de subestimar a ameaça representada pelo Irã.

aje/cd/dm

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