Obama está disposto a ajudar Calderón na luta contra o narcotráfico

Washington, 2 ago (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está disposto a ajudar o presidente do México, Felipe Calderón, na luta contra o narcotráfico, como disse neste domingo em entrevista ao canal Univisión.

EFE |

O presidente Obama se reunirá nos dias 9 e 10 de agosto em Guadalajara (México) com os presidentes do México e do Canadá, na cúpula de líderes norte-americanos, para discutir assuntos de interesse compartilhados pelos três países.

Entre eles assinalou alguns "assuntos críticos" relacionados com a luta do Governo mexicano contra os cartéis da droga que, considerou, está sendo uma "dura batalha", por isso que assinalou que se deve dar "assistência nessa frente".

Perguntado sobre até onde os EUA estariam dispostos a aumentar sua ajuda e se poderia desenvolver uma cooperação similar à qual tem com a Colômbia através do Plano Colômbia, Obama assinalou que a ajuda deverá ser coordenada com o presidente Calderón, porque "é quem está no terreno".

"Queremos escutá-los primeiro antes de tomar decisões, mas realmente queremos ser o mais cooperativos possível", acrescentou.

Obama lembrou que os EUA deram apoio logístico ao México através da Iniciativa Mérida, um milionário plano de ajuda americano para a luta contra o narcotráfico em território mexicano, do qual já foram aprovados para sua entrega US$ 700 milhões.

A economia e a gripe suína serão dois dos temas principais que serão tratados na cúpula, assim como as possibilidades de coordenação entre os três países para melhorar o crescimento econômico e o emprego em ambos os lados da fronteira.

EUA, México e Canadá compartilham desde 1994 o Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês), com um potencial comercial de US$ 930 bilhões.

Obama assinalou que quando passar a recessão econômica "será importante analisar como se pode melhorar e fortalecer os acordos trabalhistas e ambientais". "Mas agora acho que todos estamos preocupados sobre como conseguir que o comércio não se contraia".

EFE elv/ma

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG