Washington, 16 dez (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, espera que sua presença em Copenhague na próxima sexta-feira para participar do encerramento da Cúpula das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP15) seja útil para o alcance de um acordo substancial.

Segundo o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, "a reunião em Copenhague de líderes de países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento de todo o mundo representa uma ocasião para resolver alguns problemas e conseguir um acordo".

O presidente ressaltou que "espera que sua presença seja útil" para conseguir esse consenso. Além disso, espera ir embora de Copenhague "com um acordo substancial".

Obama deve partir para a capital dinamarquesa na quinta-feira à noite e chegar na sexta-feira. Ao longo de uma estadia de cinco horas tentará conseguir junto a seus pares um acordo que faça frente ao aquecimento global.

Um dos grandes empecilhos até o momento são as diferenças entre China e EUA - os dois maiores poluentes do mundo - sobre a verificação dos compromissos.

Até o momento, Pequim se nega a pôr no papel suas promessas para reduzir gradualmente a intensidade de suas emissões, enquanto Washington exige a "transparência do acordo" e que os compromissos sejam recolhidos por escrito, para poder verificar que cada país estará cumprindo sua parte.

Segundo Gibbs, "isto é o que faz com que um acordo possa funcionar, que possa ser verificado, que os signatários o respeitem.

É um assunto no qual ainda temos que seguir trabalhando, e que importa muito aos EUA".

A proposta da Casa Branca para a COP15 prevê reduzir as emissões de seu país em 17% até 2020 frente aos níveis de 2005.

O esforço será progressivo, de modo que até 2025 terá reduzido em 30%; até 2030, 42%; e até 2050 83%. EFE mv/pd

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