Obama espera progresso no Oriente Médio este ano

Por Madeline Chambers e David Alexander DRESDEN, Alemanha (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta sexta-feira estar otimista com a possibilidade de uma retomada ainda neste ano do processo de paz do Oriente Médio, mas deixou claro que o caminho será difícil.

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Um dia depois de proferir no Cairo um discurso em que propôs um "recomeço" das relações entre os EUA e o mundo islâmico, Obama reafirmou seu compromisso com o processo de paz, e disse que a falta de uma ação imediata pode levar a uma radicalização de palestinos e israelenses.

"Estou confiante de que, se nos apegarmos a isso, tendo começado cedo, podemos fazer algum progresso sério neste ano", disse Obama numa entrevista coletiva em Dresden ao lado da chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel.

"Agora o momento é de agirmos a respeito do que todos sabemos ser a verdade, que é a de que cada lado terá de fazer concessões difíceis", acrescentou.

A Alemanha é a terceira parada de Obama em uma viagem a quatro países. Nesta semana ele já esteve na Arábia Saudita e no Egito.

Ainda nesta sexta-feira, ele visitará o antigo campo de concentração nazista de Buchenwald, ao lado de Merkel, numa homenagem às vítimas da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto. Antes de voltar aos EUA, participará de cerimônias na França alusivas ao aniversário do desembarque aliado na Normandia.

Em sua reunião matinal, Obama e Merkel discutiram a questão nuclear do Irã, a crise financeira global, a mudança climática e o destino dos prisioneiros mantidos pelos EUA na base naval de Guantánamo, encravada em Cuba.

Desde que tomou posse, em 20 de janeiro, Obama demonstra dar prioridade à questão israelo-palestina dentro da sua política externa. Ele já nomeou o experiente ex-senador George Mitchell como seu enviado à região, recebeu na Casa Branca o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e discutiu o assunto na Arábia Saudita com o rei Abdullah.

"Acredito que, com o novo governo dos EUA, com o presidente Obama, há uma oportunidade única de ver que o processo de negociação seja retomado", disse Merkel.

(Reportagem adicional de Kerstin Gehmlich e Noah Barkin)

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