Obama espera garantir vitória em primárias de Oregon

Teresa Bouza Washington, 19 mai (EFE).- O senador Barack Obama, o favorito para a candidatura presidencial democrata, espera garantir amanhã sua vitória nas primárias de Oregon, embora sua rival Hillary Clinton aparente ter disposição para disputar mais essa etapa.

EFE |

O ambiente eleitoral nos Estados Unidos está animado com os preparativos para a realização de eleições nos estados de Kentucky e Oregon, que aparentam já ser a reta final do longo e acirrado processo de primárias democratas, que terminará no dia 3 de junho.

As apostas indicam que Obama é favorito no Oregon, enquanto Hillary ganharia em Kentucky.

O senador por Illinois declarou neste fim de semana que sua previsível vitória no Oregon consolidaria sua liderança pela candidatura presidencial democrata.

O progressista estado do noroeste do país, onde os republicanos são uma espécie em vias de extinção, enviará 52 delegados à convenção do Partido Democrata que será realizada em agosto em Denver (Colorado).

Obama necessita de só 17 delegados a mais para assegurar a maioria de delegados eleitos, mas ainda não conseguiria os 2.025 delegados necessários para conseguir a candidatura.

Para isso necessita o apoio de mais "superdelegados", um seleto grupo de quase 800 pessoas integrado por personalidades do partido e funcionários eleitos.

Aproximadamente 200 "superdelegados" ainda não divulgaram seu voto, mas Obama defende que a elite do partido necessitará referendar a vontade expressada pelo povo nas urnas.

"Estamos prontos para conseguir um grande feito amanhã", afirmou hoje a equipe de campanha do senador em comunicado, que destaca que "quando forem contados os votos no Oregon e em Kentucky poderemos assegurar uma maioria de delegados escolhidos pelos eleitores".

Essa maioria enviaria "uma mensagem inequívoca", de que "o povo se pronunciou e está pronto para uma mudança".

A campanha de Hillary Clinton, que espera ganhar tranquilamente em Kentucky, aconselhou hoje Obama a não se apressar em declarar "missão cumprida", uma alusão ao slogan utilizado pela Casa Branca em maio de 2003 para declarar uma vitória no Iraque que não chegou a se materializar.

Segundo a ex-primeira-dama americana, atendo-se às regras do Comitê Nacional Democrata, não há nenhum cenário que permita Obama se proclamar vitorioso amanhã.

O problema, explica a equipe de Hillary, é que Obama não terá 2.210 delegados.

A senadora por Nova York inclui em seus cálculos os delegados de Flórida e Michigan, estados penalizados pelo partido com o não envio de delegados à convenção de Denver, por sua decisão de antecipar a data de suas primárias.

Um comunicado enviado hoje por sua equipe deixa claro que Hillary continuará brigando com unhas e dentes por adquirir a candidatura cada vez mais distante.

"Enquanto Obama se declara de forma errônea o candidato, a senadora Hillary continuará (...) fazendo campanha por cada voto (...) e defendendo o argumento de que é a melhor candidata para lutar contra (o candidato republicano) John McCain e ser a nossa próxima presidente", afirmou hoje sua equipe de campanha em comunicado.

O comitê de Regras e Estatutos do Partido Democrata deve se reunir no próximo dia 31 de maio para decidir o que fazer com os delegados da Flórida e de Michigan.

Embora a maioria arrasadora de apostas afirme que Obama será o candidato, é improvável que o partido declare um ganhador antes da reunião de final de maio.

Além disso, a revista "The Politico", especializada na cobertura política dos EUA, arriscou hoje que Obama não declarará oficialmente sua vitória amanhã.

Segundo a publicação, o senador quer evitar a impressão de que não respeita Hillary e seus partidários.

A decisão reflete também, segundo "The Politico", a absoluta confiança da campanha de Obama que é respaldada pelos cálculos tornando desnecessária a necessidade de proclamar abertamente um triunfo e de preterir Hillary. EFE tb/bm/fb

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