Obama espera firmar na Rússia bases para redução nuclear

Moscou, 5 jun (EFE).- Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Dmitri Medvedev, esperam assinar amanhã um acordo que firme as bases para a negociação de um tratado de redução de ogivas nucleares, segundo a Casa Branca.

EFE |

Em declarações à imprensa em Moscou, o coordenador da Casa Branca para assuntos de armas de destruição em massa, Gary Samore, afirmou que espera que "amanhã haja um anúncio".

O tratado, que ambas as partes esperam ter concluído até o fim de ano, substituiria o atual Start, de 1991 e que expira em dezembro.

Segundo explicou Samore, desde abril passado, quando ambos os líderes expressaram vontade de conseguir esse tratado, os negociadores de ambos os países alcançaram progressos nos diferentes aspectos que o novo documento abrangerá.

Até o momento, não se fechou o número de ogivas nucleares que poderiam ser eliminadas, à espera de que se chegue a um acordo em outras áreas.

Entre outras coisas, um aspecto-chave são as diferenças entre os distintos sistemas, suas ogivas nucleares e como estão distribuídas em seus vetores.

Os russos contam com mais ogivas nucleares em menos vetores, enquanto os americanos repartem mais suas ogivas nucleares entre mais veículos.

Outro assunto que precisa ser resolvido é como conter a questão dos sistemas concebidos para uso nuclear, mas que hoje em dia deixaram de ser usados por estarem obsoletos, como é o caso dos aviões B52 americanos.

É necessário também, como explicou Samore, estabelecer as regras para as inspeções.

Mas, por enquanto, o maior empecilho parece estar no escudo de defesa antimísseis que os EUA planejam para o leste europeu, e que a Rússia considera uma ameaça.

Samore destacou que, apesar dos avanços, "ainda há um longo caminho para finalizar" o tratado.

No entanto, ressaltou que Obama conta com um "interesse pessoal" em levar adiante o tratado.

Obama deve chegar amanhã a Moscou para um encontro de mais de quatro horas com Medvedev, no qual abordarão também assuntos como a situação no Irã e no Paquistão e o programa nuclear da Coreia do Norte.

A visita de Obama a Moscou é a primeira etapa de uma viagem que o levará também a Itália e Gana. EFE mv/rr

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