Obama espera aprovação de plano econômico em fevereiro

Macarena Vidal. Washington, 23 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje - após uma reunião com os líderes do Congresso na Casa Branca - que espera conseguir a aprovação do plano de estímulo econômico que defende antes de 16 de fevereiro.

EFE |

O governante se dedicou hoje à economia, depois de se concentrar na política externa e na reforma ética do Governo em seus dois primeiros dias de mandato.

Obama disse à imprensa que tanto republicanos como democratas estão de acordo em que "a crise econômica atual é, talvez, sem precedentes, e por isso é necessário enfrentá-la rapidamente".

O presidente americano e a maioria dos legisladores democratas defendem um plano que, segundo o fixado na Câmara de Representantes, pretende injetar US$ 825 bilhões na economia no período de dois anos.

Com isso, Obama pretende criar ou evitar a perda de entre três e quatro milhões de postos de trabalho nos EUA.

Até o momento, os republicanos criticaram diversos aspectos do plano, que pretende dedicar cerca de US$ 275 bilhões a cortes de impostos e o restante a investimentos em infraestruturas e novas tecnologias, entre outros fins.

Os republicanos reivindicam maiores cortes tributários e consideram que os projetos de despesa não seriam suficientemente rápidos para ter um efeito positivo na economia.

O governante americano tem um grande interesse em conquistar o apoio republicano para demonstrar que, como prometeu durante sua campanha, governará tentando superar as divisões partidárias.

Obama reconheceu hoje que "continua havendo algumas diferenças sobre certos detalhes" do plano entre democratas e republicanos, e entre os legisladores e a Casa Branca.

Mas indicou que todos estão de acordo na necessidade de se adotar medidas, em função das notícias econômicas alarmantes publicadas quase todos os dias.

Os dados divulgados pelo Departamento do Trabalho indicaram que na semana passada o número de solicitantes do seguro desemprego aumentou em 62 mil pessoas.

Além disso, a gigante da informática Microsoft anunciou a demissão de cinco mil trabalhadores, o maior de sua história.

Obama declarou que o Congresso está "no caminho certo" para aprovar o plano de estímulo antes de 16 de fevereiro, data que tinha fixado como meta antes de sua posse.

Em um sentido parecido se pronunciou a presidente da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi, que prometeu apresentar o pacote para debate antes do dia 28.

"Se não for aprovado até 16 de fevereiro, não haverá recesso na Câmara", declarou a líder democrata.

Além de Pelosi, participaram da reunião o líder democrata do Senado, Harry Reid, e os republicanos John Boehner e Mitch McConnnell.

Boehner expressou um maior ceticismo na saída da reunião: "Estamos preocupados com o tamanho do plano".

Ao lado de McConnnell, líder dos republicanos no Senado, e outros dirigentes de seu partido, Boehner assinalou que "gastar quase US$ 1 trilhão" é demais.

O republicano disse que os Estados Unidos terão de pedir esse dinheiro emprestado, e que "os filhos e os netos" dos americanos terão de pagar a conta.

Após o encontro de hoje com os legisladores, Obama deve continuar centrado na economia, que prometeu que será sua prioridade no início do mandato.

O novo presidente, que tomou posse na terça-feira passada, deve se reunir esta tarde com sua equipe econômica para abordar os orçamentos.

Mais tarde, Obama realizará uma reunião a portas fechadas com seu candidato a secretário do Tesouro, Timothy Geithner, para analisar a situação econômica. EFE mv/mh

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