Obama escolhe nova juíza para Suprema Corte

Presidente dos EUA anuncia a indicação da procuradora-geral Elena Kagan para substituir o juiz John Paul Stevens

iG São Paulo |

AP
Ao lado do vice-presidente Joe Biden, presidente Barack Obama apresenta Elena Kagan como sua escolha para a Suprema Corte
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta segunda-feira que indica a procuradora-geral Elena Kagan, de 50 anos, como próxima juíza da Suprema Corte de Justiça. Se a nomeação for confirmada pelo Senado, Kagan será a 112.º juiz e substituirá John Paul Stevens, de 90 anos, que anunciou em abril a aposentadoria.

Ao fazer o anúncio, Obama declarou que a até agora a procuradora-geral, originária de Nova York, demonstrou "excelência, integridade e paixão pela lei e será uma líder" no máximo tribunal americano.

Obama, que no ano passado indicou a juíza Sonia Sotomayor para ocupar outra vaga no Supremo, fez um pedido ao Senado para aprovar "o mais rápido possível e com o apoio dos dois partidos" a procuradora à vaga no tribunal. Caso Elena seja confirmada para a vaga, o Supremo contará com três mulheres entre seus integrantes, o número mais elevado de sua história.

Por sua vez, a nomeada assegurou que suas prioridades serão "o cumprimento da Constituição, o respeito a seus princípios e a defesa do direito dos cidadãos a um julgamento imparcial e à igualdade de todos perante a Lei".

A procuradora, que ao contrário dos demais integrantes da Corte nunca foi juíza, prometeu também que, caso integre a Suprema Corte, se esforçará em representar os cidadãos americanos. Ela considerou "uma honra" ter sido indicada para substituir Stevens, que se caracterizou por ser o mais liberal dos nove juízes que compõem o Supremo.

A indicação de Elena é o auge de uma carreira meteórica de uma ex-professora de Direito da Universidade de Harvard, que se tornou em março de 2009 a primeira procuradora-geral. Seu nome não deixa de ser uma surpresa, já que ela passou a maior parte de sua carreira no mundo acadêmico, em vez de decidir casos nos tribunaiss. A falta de experiência na corte, no entanto, foi atenuada nos últimos 14 meses, período em que defendeu o governo nos casos que chegam à Suprema Corte.

*Com AFP e EFE

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