Obama enfrenta democratas divididos para eleições de novembro

WASHINGTON - O senador Barack Obama, a um passo de se transformar no candidato presidencial democrata, enfrenta um eleitorado muito dividido para as eleições presidenciais de 4 de novembro, segundo as últimas pesquisas.

EFE |

Obama, que, com uma viagem de três dias à Flórida, começa a organizar hoje totalmente sua estratégia para novembro, se encontra diante da difícil tarefa de ter que convencer eleitores de seu próprio partido a não votar no republicano John McCain.

Representante da ala mais moderada do Partido Republicano, McCain procura atrair os eleitores independentes e os democratas mais moderados, dois setores que também são visados pelo senador por Illinois.

As pesquisas de boca-de-urna de terça-feira em Kentucky, que realizou primárias junto com Oregon, demonstram que a briga pelos democratas moderados poderia ser acirrada.

Assim, só um terço dos eleitores da senadora democrata Hillary Clinton, que venceu por 35 pontos em Kentucky, e a metade de todos os eleitores democratas disseram que votariam em Obama em vez de em McCain em novembro.

Além disso, um em cada cinco afirmou que a raça será um fator importante na hora de tomar uma decisão nas eleições.

Prévias de Kentucky

Os resultados de Kentucky voltaram a evidenciar a fraqueza do senador por Illinois entre a classe trabalhadora branca, um grupo difícil de ser atraído e que poderia ser fundamental para decidir as eleições gerais.

Ele insistiu que McCain perpetuaria os erros da administração Bush e afirmou que os democratas não permitirão que isso ocorra e "estarão unidos em novembro".

Os analistas coincidem em enfatizar hoje a importância da visita à Flórida, um estado que será muito importante nas eleições presidenciais.

Em uma mostra da importância do Estado, a campanha do senador transferiu nos últimos dias muitos de seus assessores à zona e lançou uma campanha em massa para cadastrar eleitores, voltada, fundamentalmente, aos jovens e aos afro-americanos.

Eleitores hispânicos

Obama terá também a oportunidade durante seus três dias na Flórida de redobrar seus esforços com a comunidade hispânica, um grupo que favoreceu claramente Hillary no atual processo de primárias e no qual McCain também está de olho.

Além disso, na sexta-feira ele se dirigirá à Fundação Nacional Cubano Americana, uma influente organização que respaldou durante décadas os republicanos.

Ao contrário do candidato republicano, que se opõe a dialogar com Cuba até que a ilha realize eleições livres, o senador por Illinois é partidário de iniciar conversas com o regime de Raúl Castro, uma mensagem muito difícil de engolir para o exílio cubano.

Por outro lado, e apesar de defender como McCain a manutenção do embargo, Obama quer permitir que os cubano-americanos possam enviar dinheiro à ilha, assim como que possam viajar para visitar seus parentes.

Famosos dissidentes em Cuba também defendem essas medidas.

Uma pesquisa publicada hoje pela empresa Zogby indica que Obama tem uma vantagem de oito pontos em nível nacional sobre McCain.

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