Obama enfrenta 1º grande teste em relação ao aborto

Washington, 22 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enfrenta hoje, no 36º aniversário da legalização do aborto, seu primeiro grande teste sobre o assunto, ao ter de decidir sobre a restrição de fundos para entidades estrangeiras que promovem essa prática.

EFE |

Obama venceu a corrida presidencial com um forte apoio das mulheres, e defendeu durante a campanha o direito de decidir sobre sua próprio gravidez, o que causou a repulsa dos ativistas contra o aborto.

O governante reconheceu hoje que se trata de um tema "divisório", mas voltou a defender a opção do aborto.

"A lei de 1973 não somente protege a liberdade e a saúde das mulheres, mas representa um princípio mais amplo: que o Governo não deve se intrometer em assuntos familiares mais íntimos", disse Obama em uma declaração escrita.

O presidente americano reiterou seu desejo de prevenir a gravidez indesejada e defendeu a busca de um "meio termo" que amplie o acesso a anticoncepcionais, à educação reprodutiva e a serviços médicos preventivos.

Grupos como a Organização Nacional da Mulher (NOW, em inglês) realizam hoje atos de pressão para que Obama reverta as restrições ao envio de fundos americanos a organizações de planejamento familiar no exterior que "realizam ou promovem" o aborto.

Enquanto isso, em uma manifestação que acontece uma vez por ano desde 1974, dezenas de milhares de pessoas marcharam hoje até a Suprema Corte, em Washington, para exigir que Obama "impeça a morte intencional" dos que ainda não nasceram.

"Queremos que Obama seja um defensor dos direitos humanos, dos quais o mais fundamental é defender a vida dos inocentes, dos que não nasceram", disse à Agência Efe Julio Hurtado, um manifestante colombiano. EFE mp/mh

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