Obama encontra premiê do Iraque em Bagdá

Por Dean Yates e Wisam Mohammed BAGDÁ (Reuters) - O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, reuniu-se na segunda-feira com o primeiro-ministro do Iraque, Nuri Al Maliki, que lhe transmitiu uma avaliação sobre a situação da segurança no país, onde a violência está em seu menor nível em quatro anos.

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  • A visita devolve à guerra do Iraque ao centro da campanha eleitoral dos Estados Unidos. Obama promete retirar as tropas de combate norte-americanas do país num prazo de 16 meses após sua posse.

    A TV estatal Iraqiya noticiou o encontro entre Obama e Maliki em Bagdá, mas não há outros detalhes sobre a visita do candidato, cercada de sigilo por razões de segurança.

    No fim de semana, Obama esteve no Afeganistão, onde disse que a situação é 'precária e urgente'. Ele sugeriu que os EUA deveriam transferir tropas do Iraque para lá.

    AP
    Neste mês, Maliki se declarou favorável a um cronograma para a retirada dos EUA do Iraque, mas não citou prazos. Obama elogiou Maliki pela sugestão, embora alguns iraquianos achem que a desocupação seria precipitada, pois as forças locais ainda não estariam em condições de oferecer segurança.

    No domingo, o governo iraquiano negou que Maliki tenha dado aval ao cronograma de Obama, conforme noticiou a revista alemã Der Spiegel. Bagdá disse ter havido um erro de tradução.

    O adversário republicano de Obama, John McCain, vinha criticando o democrata por não ter feito visitas recentes ao Iraque para fazer uma avaliação própria do conflito.

    O candidato republicano já esteve oito vezes no Iraque, enquanto Obama havia ido lá apenas em janeiro de 2006, um mês antes de um atentado sunita contra a mesquita de Samarra, que abriu uma fase de intensos conflitos sectários no país.

    Obama agora está em Bagdá como parte de uma delegação parlamentar. A embaixada dos EUA disse que ele vai se reunir com comandantes e soldados norte-americanos, mas não deve falar à imprensa.

    Os comandantes devem dizer a Obama que a melhora na segurança ainda é frágil e pode ser ameaçada por uma desocupação apressada.

    Tentando enfatizar sua capacidade diplomática, Obama ainda deve visitar outros países do Oriente Médio e algumas capitais européias nesta semana.

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