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Obama encontra no mundo tecnológico ferramentas e apoio nas eleições

Paula Gil. San Francisco, 22 out (EFE).- O candidato democrata à Presidência dos Estados, Unidos Barack Obama, não soube apenas tirar proveito das novas tecnologias em sua campanha, mas também atrair o Vale do Silício e outros centros tecnológicos do país, regiões onde se espera que ele vença no dia 4 de novembro.

EFE |

Obama conseguiu convencer os empresários da tecnologia com suas propostas para reativar a economia, impulsionar as energias limpas e favorecer o investimento no setor em um momento em que as pequenas empresas têm dificuldades para encontrar financiamento.

Tudo isso apesar do aumento dos gastos públicos proposto pelo candidato democrata não coincidir com a tradicional filosofia do Vale do Silício e de outras regiões similares dos EUA, construídas sob o espírito empreendedor e com pouca confiança no Governo.

Segundo dados da organização Centro para Políticas Receptivas publicados em setembro, Obama tinha arrecadado até o momento US$ 4,3 milhões entre a indústria da tecnologia da informação, quatro vezes mais que seu adversário, o republicano John McCain.

O senador por Illinois teve portunidade de mostrar ao mundo ontem sua popularidade entre no campo da tecnologia quando subiu ao palanque em um ato na Flórida acompanhado de Eric Schmidt, executivo-chefe do Google, e de outros destacados executivos do setor.

Schmidt tornou público na segunda-feira seu apoio a Obama "a título pessoal" somando-se a uma lista de nomes que inclui Vint Cerf, um dos pais da internet, e Craig Newmark, fundador do popular site de anúncios Craiglist.

Tanto Obama quanto McCain incluem entre suas propostas medidas para impulsionar o desenvolvimento tecnológico dos EUA e ajudar suas empresas, mudando somente a forma de se alcançar tal objetivo.

O senador McCain propõe basicamente reduzir o imposto a empresas e eliminar impedimentos burocráticos que dificultam o investimento no setor.

Já Obama acredita que o Estado deve aumentar os gastos em educação para investir na próxima geração de cientistas e competir com outros países.

O democrata prometeu vantagens fiscais para incentivar a contratação e quer eliminar os impostos sobre o lucro do capital para os investidores em empresas jovens, o que, obviamente, foi aplaudido no Vale do Silício.

Seu interesse pelas novas tecnologias ficou claro durante a campanha, na qual o Partido Democrata soube explorar, muito mais que o Republicano, fenômenos da internet como o Facebook e o Twitter.

Na mesma linha, sua campanha contempla planos como o da possível criação do cargo de diretor de tecnologia nacional para, como diz, "levar o Governo ao século 21".

Nas apostas para ocupar a função, há nomes como Steve Ballmer, executivo-chefe da Microsoft, Vint Cerf, Erich Schmidt e o fundador da Amazon, Jeffrey Bezos.

Obama superou McCain nos recursos propostos para impulsionar as energias limpas, uma área considerada como a próxima galinha dos ovos de ouro no Vale do Silício.

O candidato republicano prometeu vantagens fiscais para a compra de automóveis elétricos e defende a criação de uma bolsa de emissões de carbono, mas também é um firme defensor da energia nuclear e do aumento da extração de petróleo no litoral americano.

Seu adversário, por sua vez, pretende investir no setor US$ 150 bilhões e garantir que 10% da energia utilizada nos EUA venha de fontes renováveis até 2012, entre outras medidas.

No entanto, McCain também conseguiu o apoio de alguns pesos pesados do setor, entre eles o executivo-chefe da Cisco, John Chambers e a ex-conselheira delegada do eBay, Meg Whitman. Ambos os nomes soaram como possíveis secretários do Tesouro em caso de vitória republicana.

Carly Fiorina, ex-conselheira delegada da Hewlett-Packard, também prefere McCain, pois considera que ele defenderá melhor os interesses do Vale do Silício, e acha estranho que o Partido Democrata tenha conseguido arrecadar tantos fundos na região.

"John McCain tem um longo histórico de apoio aos temas que importam neste área", disse Fiorina recentemente à imprensa. "Obama acredita que um grande programa estatal é a resposta", mas isso é "contrário à forma de como trabalha o Vale do Silício", frisou. EFE pg/rb/rr

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