Obama eleva meta de empregos; Biden comandará força-tarefa

Por Paul Eckert WASHINGTON (Reuters) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, revelou uma nova força-tarefa neste domingo, com o objetivo de ajudar as famílias trabalhadoras com problemas. Segundo um aliado de Obama, o plano de recuperação econômica do presidente eleito será expandido para tentar preservar 3 milhões de empregos.

Reuters |

A força-tarefa da Casa Branca para famílias trabalhadoras, a ser chefiada pelo vice-presidente eleito, Joe Biden, terá a função de impulsionar a educação, treinar e proteger a seguridade da fonte de renda e a aposentadoria de famílias de classe média, cuja situação Obama tornou uma questão central durante a sua companha.

A equipe composta de autoridades e trabalhadores, representantes de empresas e ativistas, ajudará a manter as famílias trabalhadoras "na frente e no centro todos os dias de nosso trabalho", disse Obama em um comunicado divulgado por seu escritório de transição.

Biden disse que a economia está em pior estado do que ele e Obama pensavam que estivesse.

"O presidente eleito Obama e eu sabemos que a condição econômica das famílias de trabalhadores erodiu, e nós pretendemos reverter isso", disse Biden ao programa "This Week", da ABC.

"Nós devemos começar a conter esse sangramento e começar a parar com a perda de empregos", completou ele.

Um assistente de transição disse que as previsões pessimistas para a economia, as quais Obama vai herdar quando ele assumir o governo, no dia 20 de janeiro, motivaram-no a aumentar a meta de criação de empregos de seu plano de recuperação econômica para 3 milhões de empregos criados ou mantidos nos próximos dois anos.

No último mês, Obama disse que o objetivo era proteger 2,5 milhões de empregos, com uma combinação de corte de impostos à classe média, fornecimento de dinheiro aos programas públicos de trabalho -- como para a construção de estradas -- assim como fornecimento de dinheiro para dar suporte a programas sociais e de saúde.

"Haverá investimento realmente significativo, seja de 600 bilhões de dólares ou mais, ou 700 bilhões de dólares", disse Biden. "É um número que ninguém pensava há um ano".

O governo Obama não poderá se preocupar inicialmente sobre o crescente déficit nacional frente a recessão mais severa desde a época do pós-guerra, disse ele.

"Não há outra alternativa a curto prazo a não ser evitar que a economia afunde totalmente. Essa é a única alternativa a curto prazo", disse Biden.

Alguns democratas estão pressionando por um pacote da ordem de 1 trilhão de dólares, apesar de outros parlamentares estarem cautelosos quanto a discussão de valores que ultrapassem 600 bilhões de dólares.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG