Obama e Sarkozy ostentam unidade e rejeitam dúvidas sobre sua relação

Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da França, Nicolas Sarkozy, mostraram neste sábado, dia do 65º aniversário do desembarque aliado de 1944, uma convergência de pontos de vista sobre as principais questões internacionais, e procuraram dissipar as dúvidas sobre a qualidade de sua relação particular.

AFP |

Os dois dirigentes expressaram sua convergência sobre os temas dos programas nucleares iraniano e norte-coreano, e sobre a reativação do processo de paz no Oriente Médio, mas também confirmaram sua divergência sobre a integração da Turquia à União Europeia.

Um Irã dotado da arma atômica seria "extremamente perigoso", declarou Obama durante uma entrevista coletiva conjunta com seu colega francês em Caen, no noroeste da França, pouco antes de participar das cerimônias do 65º aniversário do desembarque aliado na Normandia.

"Não queremos a disseminação da arma nuclear", mas "a paz e o diálogo" com o Irã, afirmou Sarkozy. "A França e os Estados Unidos concordam totalmente" na necessidade de impedir que Teerã desenvolva uma bomba atômica, insistiu.

O 65º aniversário do desembarque aliado na Normandia era propício à afirmação da amizade franco-americana.

No cemitério americano de Colleville-sur-Mer (noroeste da França), onde foram enterrados 9.387 militares mortos em 1944 durante a batalha da Normandia, Obama saudou a "bravura" das forças aliadas que "mudaram o curso do século XX" ao contribuir para a vitória sobre a Alemanha nazista.

"Homens que se achavam comuns encontraram dentro deles a força de realizar o extraordinário", declarou o presidente americano, sob os olhares de Sarkozy, dos primeiros-ministros britânico, Gordon Brown, e canadense, Stephen Harper, e do Príncipe Charles.

Mais cedo, durante a coletiva em Caen, os dois dirigentes multiplicaram as declarações de união. "É um prazer trabalhar com Barack Obama", disse Sarkozy.

"Considero pessoalmente Nicolas Sarkozy como um amigo", respondeu Obama, observando com humor que seu colega francês "fala muito rápido".

O presidente americano "entende muito rápido", logo rebateu o chefe de Estado francês.

Os dois dirigentes não mencionaram publicamente nenhuma nova iniciativa para o Irã ou para o Oriente Médio, onde o processo de paz entre israelenses e palestinos ficou ainda mais complicado com a chegada ao poder em Israel do governo de direita de Benjamin Netanyahu.

O presidente americano ressaltou a necessidade de "superar o impasse atual", lembrando que os destinos dos israelenses e dos palestinos são "interligados".

Sobre a Turquia, eles afirmaram a importância da relação com o país, considerado uma ponte entre Oriente e Ocidente. "A posição tradicional dos Estados Unidos é a integração na União Europeia, a minha não é a integração", ressaltou, no entanto, o presidente francês.

Os dois dirigentes almoçaram em Caen com suas esposas respectivas, Michelle e Carla.

Depois de Colleville-sur-Mer, Barack Obama voltou a Paris para passar uma noite em família com sua mulher e suas filhas, Malia, 10 anos, e Sasha, que vai fazer oito anos neste domingo.

Na noite de sexta-feira, Michelle, Malia e Sasha foram para a Torre Eiffel. A família Obama deve visitar na noite deste sábado a catedral de Notre-Dame, antes de jantar em um restaurante. A manhã de domingo deve ser dedicada à visita do centro George Pompidou, que abriga um museu de arte moderna.

bur/yw

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