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Obama e republicanos se enfrentam em cúpula da saúde

Por John Whitesides e Patricia Zengerle WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, e a oposição republicana tiveram vários confrontos na quinta-feira durante uma reunião de cúpula destinada a destravar a tramitação da reforma da saúde, mantendo suas discordâncias a respeito do tamanho e do custo da iniciativa.

Reuters |

Obama disse a cerca de 40 líderes parlamentares que uma reforma abrangente seria "absolutamente crítica" para uma recuperação econômica sustentável. Já os republicanos disseram que ele deveria abandonar os atuais planos e começar de novo com uma abordagem mais modesta.

"Há algumas diferenças fundamentais entre nós que não podemos encobrir", disse Jon Kyl, vice-líder republicano no Senado, acrescentando que o plano de Obama daria aos políticos poderes demais sobre o sistema de saúde, em detrimento de médicos e pacientes. "Não concordamos a respeito da questão fundamental de quem deve estar no comando", afirmou.

Obama esperava que o evento de um dia inteiro na Casa Blair (casa de hóspedes do governo, em frente à Casa Branca) poderia recuperar o impulso da proposta no Congresso. Com a reforma, o presidente promete tornar os planos de saúde mais acessíveis e oferecer cobertura a dezenas de milhões de norte-americanos hoje desprotegidos.

O presidente, afinal, pediu aos republicanos que "refletissem" sobre possíveis áreas de convergência, mas admitiu que pode não ser possível conciliá-las por inteiro.

"Achei que valeria a pena fazermos este esforço", afirmou ele, acrescentando que sem um progresso rápido os democratas teriam de tomar algumas decisões sozinhos.

Obama pediu aos parlamentares que deixem de lado o teatro político e as acusações de caráter partidário, mas o tom educado foi abandonado em várias ocasiões, em diálogos tensos com os republicanos.

Quando o senador John McCain, derrotado por Obama na eleição presidencial de 2008, perguntou por que o presidente não cumpriu as mudanças que prometeu, Obama disse: "Não estamos mais em campanha. A eleição acabou". McCain respondeu rindo: "Sou lembrado disso a cada dia".

Obama também entrou em atrito com o senador republicano Lamar Alexander, debatendo se a proposta democrata elevaria o custo dos seguros-saúde. Ambos se interrompiam repetidamente para argumentar.

As ações de planos de saúde tiveram ligeira alta na quinta-feira, com desempenho superior à média do mercado, refletindo a menor preocupação dos investidores com o futuro dos lucros no setor. Analistas preveem que uma reforma muito mais diluída que a versão de Obama acabará sendo adotada.

As ações da WellPoint subiram 2,2 por cento, da Aetna tiveram alta de 1,4 por cento, e da Humana aumentaram 0,5 por cento.

"Acho que os investidores reconhecem que todas as más notícias sobre como a reforma poderia afetar as empresas de seguro ficaram para trás", disse Dave Shove, analista da BMO Capital Markets.

(Reportagem adicional de Caren Bohan, Matt Spetalnick, Ross Colvin, Jeff Mason, Donna Smith, Susan Heavey, Thomas Ferraro, Bill Berkrot e David Morgan)

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