Obama e Medvedev expressam compromisso com sanções ao Irã

Praga, 8 abr (EFE).- Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Dmitri Medvedev, expressaram hoje seu compromisso com a imposição de sanções contra o programa nuclear iraniano, algo que segundo o americano poderia ocorrer nesta primavera.

EFE |

Em entrevista coletiva com o presidente russo, Dmitri Medvedev, após a assinatura do tratado Novo Start para a redução de armamento nuclear, Obama indicou: "é minha expectativa que obteremos sanções firmes e duras " no Conselho de Segurança da ONU.

Medvedev se mostrou favorável à imposição de sanções "inteligentes" contra a proliferação nuclear na República Islâmica e que induzam "ao comportamento apropriado".

"Precisamos de sanções para promover que um estado se comporte de forma apropriada. Que se comporte dentro das margens da legalidade internacional", indicou Medvedev.

O presidente russo indicou que é "lamentável" que o Irã não tenha contestado de maneira positiva às propostas construtivas que colocaram a comunidade internacional para que renuncie a seu atual programa nuclear, mas possa contar com energia atômica para fins pacíficos.

Medvedev afirmou que a conversa com Obama sobre possíveis sanções tinha sido "franca" e "aberta", mas lembrou que "as sanções quase nunca dão bons resultados.

Por isso reiterou que estas "devem de ser inteligentes" e dirigir-se contra a não-proliferação de armas nucleares e não criar "um problema humano" no Irã.

Em uma breve alocução ao começo da entrevista coletiva, Obama ressaltou: "não toleraremos atos que possam suscitar uma carreira de armamento em uma região vital e ameacem a credibilidade da comunidade internacional e nossa segurança coletiva".

O programa nuclear iraniano, que Teerã afirma ser de fins pacíficos, mas que os EUA acreditam que procura fabricar bombas atômicas, formou um dos assuntos principais na conversa bilateral de hoje entre Obama e Medvedev, de mais de hora e meia, antes da assinatura do acordo.

Em suas declarações, Obama prometeu que nas próximas semanas as negociações serão "mais intensas" na sede da ONU sobre as possíveis sanções.

Os Estados Unidos, o Reino Unido e a França apóiam a imposição dessas sanções contra Teerã, enquanto os dois membros permanentes restantes do Conselho de Segurança da ONU, Rússia e China, se mostraram até agora menos entusiastas.

Obama deve abordar o assunto na próxima semana na cúpula que manterá com o presidente da China, Hu Jintao, quem visitará Washington para participar da cúpula sobre segurança nuclear que será realizada na próxima segunda-feira e terça-feira, na qual discursarão 47 países. EFE mv/dm

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