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Obama e McCain trocam farpas em debate tenso

Os dois candidatos à Presidência dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama e o republicano Jonh McCain, se encontraram na noite desta quarta-feira para o último e mais tenso debate da campanha para as eleições que acontecem no próximo dia 4 de novembro. O debate, que aconteceu na Universidade de Hofstra, em Long Island, Estado de Nova York, trouxe à tona algumas das acusações que as campanhas fizeram contra seus oponentes nas últimas semanas.

BBC Brasil |

O senador Jonh McCain citou uma das mais pesadas acusações que sua campanha fez contra Obama, a de ter ligações com Bill Ayers, ex-membro de um grupo que realizou atentados dentro do território americano durante a guerra do Vietnã.

Obama teria feito parte de uma organização filantrópica que tinha Ayers, hoje um professor universitário, entre seus membros.

Irritado, Obama mencionou que na época de atuação do grupo radical ele tinha apenas oito anos de idade e que, sempre condenou veementemente a atuação de Ayers nos anos 1960.

Obama também disse que participavam da mesma organização filantrópica um ex-embaixador da gestão do ex-presidente republicano Ronald Reagan e outras personalidades do partido de seu oponente. Ele ainda afirmou que Ayers não tem participação em sua campanha.

Já o senador Jonh McCain citou as críticas do democrata e veterano na luta pelos direitos civis Jonh Lewis, que no início desta semana comparou o candidato republicano com um líder segregacionista dos anos 1960.

"Foi injusto. Além disso você foi o candidato que mais gastou com anúncios negativos", disse McCain.

Obama disse não concordar com as críticas de Lewis, mas afirmou que "100%" dos anúncios de McCain são negativos. Ele ainda rebateu:
"Sua candidata a vice (Sarah Palin) não condenou aquelas pessoas que durante os comícios de sua campanha me chamaram de terrorista e que pediram que eu fosse morto".

McCain também acusou Obama de ter ligações com a ACORN, organização comunitária responsável por registrar os eleitores e que tem sofrido acusações de fraude eleitoral.

"Não tenho ligações com eles, mas com pessoas como (o milionário) Warren Buffet, (o ex-presidente do Federal Reserve) Paul Volcker e Joe Biden (candidato a vice em sua chapa)".

Já McCain tentou se distanciar claramente da administração Bush depois de ser acusado por Obama de apoiar o atual e impopular presidente dos EUA.

"Eu não sou Bush. Se você quer disputar com Bush, deveria ter feito isso há quatro anos", disse a Obama.

O democrata respondeu que McCain apóia as políticas de impostos, energia e de gastos do presidente George W. Bush.

Economia
Um personagem apareceu várias vezes durante as falas dos candidatos quando eles discutiram sobre economia. Trata-se de um certo "Joe, o encanador", citado por McCain como um americano médio que seria prejudicado por certas políticas de Obama.

Segundo McCain, Joe é um encanador que pensa em comprar uma empresa e que, por isso, teria seus impostos aumentados por Obama.

"Eles querem pegar o dinheiro de Joe e dar ao senador Obama para que ele possa distribuí-lo. Eu quero que Joe espalhe essa riqueza criando empregos. Por que aumentar os impostos agora?", disse McCain, que declarou que Obama quer uma "guerra de classes".

Obama respondeu que vai diminuir impostos para "95% dos americanos" e para pequenas empresas que faturam menos de US$ 250 mil por ano.

"Algumas pessoas, como meu amigo Warren Buffet, podem pagar mais impostos. E eu vou diminuir impostos para pessoas como Joe para que eles possam começar seus negócios".

Segundo a rede de TV CNN, o encanador Joe é uma pessoa que abordou Obama em um evento em Ohio no último final de semana e que afirmou que iria comprar uma empresa, estando preocupado se seus impostos aumentariam no governo do democrata.

Os dois candidatos também detalharam os seus planos para tentar tirar os EUA da crise, lançados no início desta semana.

McCain prometeu um plano de compra de títulos de hipotecas para que as pessoas que corram o risco de perder imóveis mantenham suas casas e prometeu cortar gastos governamentais e diminuir impostos. Ele ainda acusou Obama de querer aumentar impostos.

Obama negou a acusação e falou sobre seu plano de dar isenção de impostos para empresas que criam empregos. "Quero focar no emprego".

Vices
Convidados pelo moderador, Bob Schieffer, da rede CBS News, os candidatos compararam seus candidatos a vice.

McCain afirmou que a governadora do Alasca, Sarah Palin, vice em sua chapa, é "um modelo para as mulheres" e disse que ela dará um "ar fresco a Washington".

Já Obama elogiou a experiência em relações internacionais de seu vice, o senador Joe Biden, e disse que os "americanos decidiriam se Palin está preparada para ser vice".

McCain criticou o vice de Obama, afirmando que ele tomou posturas equivocadas em política internacional.

Momento delicado
O debate desta quarta foi realizado em um momento delicado para McCain, que tem visto a vantagem de Obama aumentar nas últimas pesquisas.

Segundo enquete divulgada nesta quarta-feira e realizada a pedido do jornal The New York Times e da rede CBS, Obama ampliou a diferença que tinha sobre McCain e agora conta com a preferência de 53% dos eleitores, contra 39% do rival.

Na pesquisa anterior, divulgada antes do debate de Nashville, Obama tinha uma vantagem bem mais estreita: de 48% contra 45%. Outras enquetes também vêm mostrando vantagem de Obama, ainda que não por uma margem tão ampla quanto a da pesquisa desta quarta.

A sondagem do The New York Times também aponta que a campanha de ataques mais agressivos lançada por McCain contra Obama nas últimas semanas parece estar surtindo efeito contrário ao esperado.

Um total de 60% dos consultados disse que o republicano tem passado mais tempo atacando o democrata do que apresentando suas propostas como presidente.

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