Obama e McCain saem à busca do voto hispânico nesta semana

Por Adriana Garcia WASHINGTON (Reuters) - O democrata Barack Obama e o republicano John McCain voltam nesta semana as atenções para o eleitorado hispânico, que pode ser decisivo na votação pela Casa Branca em novembro.

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Ambos discursarão na terça-feira no evento anual da Liga de Cidadãos Latino-Americanos, em Washington, buscando atrair a minoria que mais cresce nos EUA, e cujo voto é especialmente importante em Estados estratégicos, com Flórida, Novo México, Nevada e Colorado.

Estima-se que os hispânicos componham 9 por cento do eleitorado e 15 por cento da população dos EUA, com um total de 46 milhões de indivíduos. Entre eles há cerca de 12 milhões de imigrantes clandestinos, que se tornaram um dos temas mais polêmicos da campanha.

Em junho, em outro evento da comunidade, ambos os candidatos defenderam a legalização dos clandestinos, mas algumas diferenças entre eles persistem. Depois de defender no Congresso a reforma da imigração, McCain endureceu seu discurso de campanha, priorizando a segurança da fronteira, como quer a ala mais conservadora de seu partido.

Os dois senadores voltam a discursar no sábado no Conselho Nacional da Raça (NCLR, em inglês), principal organização hispânica do país, em San Diego (Califórnia).

Em nota, a NCLR disse que eles devem falar sobre 'a crise hipotecária, a falta de acesso ao seguro médico, a necessidade crítica de reformar nosso sistema de imigração falido e o voto latino.'

De acordo com as últimas pesquisas, Obama lidera a corrida presidencial entre os latinos desde que sua rival Hillary Clinton abandonou a disputa pela indicação do Partido Democrata à Casa Branca.

'É uma surpresa como os latinos se inclinaram por Obama', disse à Reuters o cientista político Larry Sabato, professor da Universidade da Virgínia.

Entre os eleitores hispânicos, Obama lidera por 54-44 por cento, segundo pesquisa Reuters/Zogby de meados de junho. Em maio, pesquisa Gallup dava a Obama uma vantagem de 62-29 por cento sobre McCain.

Ambos os candidatos buscam iniciativas para se aproximar do eleitorado hispânico. McCain, que tem longo histórico de envolvimento com temas latinos, já lançou anúncios de TV em espanhol, tem falado sobre assuntos da América Latina e dado entrevistas a veículos da região. Além disso, o republicano esteve recentemente na Colômbia e no México.

Mas o analista Sabato acha que os latinos acabarão por votar no democrata por terem sido mais afetados pela crise econômica sob o governo de George W. Bush. 'Se você é pobre ou de classe média, a crise econômica te afeta mais, e esse é o caso dos latinos,' disse ele.

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