Obama e McCain pedem fim do conflito na Ossétia do Sul

O candidato democrata à eleição presidencial americana Barack Obama condenou a violência na Geórgia e pediu o fim do conflito armado entre as forças georgianas e os separatistas da Ossétia do Sul, enquanto que seu adversário republicano John McCain criticava duramente o papel exercido neste conflito pela Rússia, que apóia abertamente os separatistas.

AFP |

Obama condenou "firmemente" a violência na Geórgia e pediu o "fim imediato do conflito armado para evitar uma guerra total".

"Condeno firmemente a violência que assola atualmente a Geórgia e peço o fim imediato do conflito armado", declarou o senador de Illinois em comunicado, pedindo também que a "integridade territorial" da Geórgia seja respeitada.

"Está na hora de Geórgia e Rússia mostrarem moderação, para evitar uma guerra total", insistiu Obama.

"Todas as partes deveriam iniciar discussões diretas em prol da estabilidade na Geórgia, e os Estados Unidos, o Conselho de Segurança das Nações Unidas e a comunidade internacional deveria trazer seu apoio total a uma resolução pacífica desta crise", declarou.

John McCain, por sua vez, conclamou a Rússia a "parar imediatamente e sem condições" com suas operações militares na Geórgia.

"Forças militares russas cruzaram a fronteira internacionalmente reconhecida da nação soberana da Geórgia", afirmou McCain em comunicado. "A Rússia deve imediatamente e sem condições parar com suas operações militares e retirar suas tropas do território georgiano", advertiu.

"As conseqüências (de uma guerra aberta entre Rússia e Geórgia) para a estabilidade euro-atlântica seriam graves", avisou o senador de Arizona.

McCain expressou o desejo de que Washington solicite uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para pedir à Rússia que mude sua posição.

"Os Estados Unidos deveriam trabalhar imediatamente com a União Européia e a Organização pela Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) para exercer pressões diplomáticas sobre a Rússia", insistiu.

"A comunidade internacional precisa estabelecer uma força de manutenção da paz verdadeiramente neutra e independente na Ossétia do Sul", finalizou o senador de Arizona.

aje/yw

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